Diogo Mainardi - Trecho
"Diplomacia da rapadura
Vamos vender rapadura aos árabes. Foi o saldo da viagem de Lula ao Oriente Médio. O contrato para o fornecimento de rapadura depende da construção de uma refinaria de açúcar na Síria, por parte de usineiros de Ribeirão Preto. Não entendi se o empreendimento irá contar com dinheiro do BNDES. Entendi apenas que o Brasil não receberá investimentos dos árabes, serão os árabes a receber investimentos dos brasileiros. Para um mascate internacional, como Lula definiu a si mesmo, o resultado não é muito animador: 150 milhões de dólares aplicados num país que está na bica de sofrer um boicote econômico.
Os usineiros de Ribeirão Preto que irão construir a refinaria na Síria são antigos aliados do PT. Eles financiaram as campanhas eleitorais de Antonio Palocci. O prefeito petista de Piracicaba, José Machado, também foi financiado por usineiros da região. José Machado era sócio do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel numa empresa de consultoria que intermediava licitações em prefeituras do PT. Outros sócios da empresa eram Miriam Belchior, atual secretária de Lula, e Sérgio Gomes, suspeito de ser o mandante do assassinato de Celso Daniel. Luiz Gu-shiken também tinha uma empresa de consultoria, contratada pelo PT para traçar o projeto da reforma da Previdência. Quando virou ministro, Gushiken tratou de nomear os diretores dos fundos de pensão das estatais. O setor, um dos mais ricos da economia, está inteiramente nas mãos dele. Os petistas podem não saber cuidar dos interesses da nação, mas sem dúvida sabem cuidar de seus próprios interesses.
Tudo indica que Lula pretende inserir o Brasil no falido movimento dos países não-alinhados. Ele repete sem parar os bordões do movimento sobre o multilateralismo e a cooperação Sul-Sul. Os cinco países árabes que ele visitou são não-alinhados, assim como Bolívia, Peru e Venezuela, que receberam dinheiro público brasileiro ao longo do ano. O maior engano do PT é acreditar que mais peso político significa mais poder de barganha no comércio internacional. O Brasil não precisa de política externa, precisa só de preços baixos. Deveríamos transformar nossas embaixadas em frigoríficos para frango congelado e suco de laranja. Deveríamos também abrir mão da cadeira no Conselho de Segurança na ONU, e ficar em silêncio por algum tempo. Iraque? Israel? Palestina? Cuba? Colômbia? Problema deles. Não temos nada a ver com isso. Os brasileiros, sempre que deparam com um mendigo, viram a cara e fingem que não estão vendo. É o jeito certo de agir diante dos grandes conflitos mundiais."
Da Veja.
13.12.03
Direto do Aristocrata
"Em artigo inserido no site do Diego Casagrande, a socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa pinçou bem dados publicados pela revista VEJA que comparam as arábias visitadas recentemente por subFHC com os países que formariam uma futura ALCA.
"Juntos, os cinco países visitados 'têm uma população de cerca de 100 milhões de pessoas e um PIB total de cerca de 200 bilhões, o que é equivalente a uma Polônia'. Na Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) estão '34 países com 800 milhões de habitantes e 12 trilhões de dólares de PIB'. Entretanto, do alto da nossa insignificância de 0,89% de participação no comércio mundial, atrás, portanto, da Tailândia e da Rússia, optamos pela ideologia e nos indispomos contra o que pode ser o caminho para ingressar na prosperidade."
Muito feliz, portanto, o título escolhido por ela para retratar esta situação: "Vocação para o atraso". E acrescentaria eu: com a eleição de subFHC, excelente mira para dar tiro no pé."
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Acredite se quiser.
"Em artigo inserido no site do Diego Casagrande, a socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa pinçou bem dados publicados pela revista VEJA que comparam as arábias visitadas recentemente por subFHC com os países que formariam uma futura ALCA.
"Juntos, os cinco países visitados 'têm uma população de cerca de 100 milhões de pessoas e um PIB total de cerca de 200 bilhões, o que é equivalente a uma Polônia'. Na Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) estão '34 países com 800 milhões de habitantes e 12 trilhões de dólares de PIB'. Entretanto, do alto da nossa insignificância de 0,89% de participação no comércio mundial, atrás, portanto, da Tailândia e da Rússia, optamos pela ideologia e nos indispomos contra o que pode ser o caminho para ingressar na prosperidade."
Muito feliz, portanto, o título escolhido por ela para retratar esta situação: "Vocação para o atraso". E acrescentaria eu: com a eleição de subFHC, excelente mira para dar tiro no pé."
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Acredite se quiser.
12.12.03
Frase do dia
"No plano pessoal, ganharia alguns pontinhos se não tivesse feito um acordo com o Fundo. Vocês sabem que sou ex-trotskista, fundador do PT." - Antonio Palocci e o balanço de sua pasta, acrescentando que entendeu as críticas recebidas quando decidiu pelo acordo com o FMI.
Da Folha On Line.
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Acredite se quiser.
"No plano pessoal, ganharia alguns pontinhos se não tivesse feito um acordo com o Fundo. Vocês sabem que sou ex-trotskista, fundador do PT." - Antonio Palocci e o balanço de sua pasta, acrescentando que entendeu as críticas recebidas quando decidiu pelo acordo com o FMI.
Da Folha On Line.
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Acredite se quiser.
Marta cria faculdade voltada à população carente na periferia de SP
"A Prefeitura de São Paulo e o Ministério da Educação firmaram na quarta-feira (10) um convênio para criar o Complexo Educacional da Zona Leste. Trata-se de um novo modelo público de ensino técnico e superior, que associa política educacional ao combate à exclusão social.
O Complexo Educacional será administrado por uma fundação municipal, que deverá oferecer ensino público gratuito de qualidade. Os alunos da rede pública terão acesso preferencial, por meio de processos seletivos que levam em conta o desempenho escolar, como a avaliação seriada. A estrutura de ensino será modular, o que permitirá mais de uma habilitação.
A localização das unidades e a forma como está sendo organizada a nova instituição refletem essa preocupação inédita na história da Educação no Brasil. "Fiz questão de vir a São Paulo para aparecer nesta foto, porque é uma ocasião histórica", disse o ministro Cristovam Buarque. "Essa nova instituição de ensino superior não busca reverter a exclusão social apenas por permitir que os excluídos estudem. O próprio conteúdo a ser ensinado vai melhorar a qualidade de vida da comunidade."
A iniciativa tem o objetivo de estabelecer uma relação mais estreita entre o ensino superior e o mundo do trabalho e da produção. "Inclusão, desenvolvimento e emprego são os focos deste projeto educacional", disse a prefeita Marta Suplicy.
Segundo ela, a nova fundação pública de ensino técnico e superior irá se voltar para os grupos sociais sem acesso a esse tipo de educação. "Gratuidade, ênfase nos cursos noturnos e avaliação seriada na rede pública local estão entre os mecanismos facilitadores do ingresso do jovem das regiões mais distantes e pobres", afirmou."
Do site do PT.
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Avaliação seriada... Sentiu o que será esta universidade?
Acredite se quiser.
"A Prefeitura de São Paulo e o Ministério da Educação firmaram na quarta-feira (10) um convênio para criar o Complexo Educacional da Zona Leste. Trata-se de um novo modelo público de ensino técnico e superior, que associa política educacional ao combate à exclusão social.
O Complexo Educacional será administrado por uma fundação municipal, que deverá oferecer ensino público gratuito de qualidade. Os alunos da rede pública terão acesso preferencial, por meio de processos seletivos que levam em conta o desempenho escolar, como a avaliação seriada. A estrutura de ensino será modular, o que permitirá mais de uma habilitação.
A localização das unidades e a forma como está sendo organizada a nova instituição refletem essa preocupação inédita na história da Educação no Brasil. "Fiz questão de vir a São Paulo para aparecer nesta foto, porque é uma ocasião histórica", disse o ministro Cristovam Buarque. "Essa nova instituição de ensino superior não busca reverter a exclusão social apenas por permitir que os excluídos estudem. O próprio conteúdo a ser ensinado vai melhorar a qualidade de vida da comunidade."
A iniciativa tem o objetivo de estabelecer uma relação mais estreita entre o ensino superior e o mundo do trabalho e da produção. "Inclusão, desenvolvimento e emprego são os focos deste projeto educacional", disse a prefeita Marta Suplicy.
Segundo ela, a nova fundação pública de ensino técnico e superior irá se voltar para os grupos sociais sem acesso a esse tipo de educação. "Gratuidade, ênfase nos cursos noturnos e avaliação seriada na rede pública local estão entre os mecanismos facilitadores do ingresso do jovem das regiões mais distantes e pobres", afirmou."
Do site do PT.
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Avaliação seriada... Sentiu o que será esta universidade?
Acredite se quiser.
Correios de Israel divulgam cartas enviadas a Deus
"Apelos, confidências, pedidos de ajuda --inclusive financeira--, emoções e dores são os temas frequentes das cartas enviadas a Deus, apesar de as correspondências não terem chegado ao destinatário. Alguns exemplos estão sendo divulgados pela página na internet da empresa dos Correios de Israel.
No site dos Correios www.postil.com qualquer pessoa tem livre acesso ao acervo. Dentro do subtítulo "cartas especiais", há uma lista de doze correspondências específicas, entre elas cartas de amor, de despedida, históricas, relatando saudade da prisão e cartas para Deus.
Há cartas de crianças, mulheres e idosos que foram enviadas nos últimos anos, inclusive dos Estados Unidos, e que não chegaram a seu destino.
"Tem uma coisa que eu preciso saber. Como é aí no céu? Eu sei que é legal aí em cima mas, como é exatamente? O que acontece aí quando chove?", escreveu Moti, um menino americano, em 1974, em carta para Deus.
Uma menina de Jerusalém, segundo o site dos Correios, enviou uma carta na qual pergunta: "Por que há tanta dor e sofrimento neste mundo?". Ela reconhece, em seu texto, que não há lugar no mundo onde tudo é bom.
Uma outra pessoa, também moradora de Jerusalém, pede a Deus desculpas por ter falsificado a data de uma receita médica com a lista de remédios que ela deveria comprar. "Eu peço desculpas por ter falsificado a receita médica em vez de ter voltado ao consultório para receber uma nova receita. Eu peço desculpas do fundo do coração. Me desculpe, meu Deus."
Com canetas coloridas, uma menina escreveu a Deus, chamando-o de "papai querido". "Você sabe que eu gosto muito de você. Esta é a primeira vez que escrevo para você e por isto estou muito emocionada. Você me perdoa por todos os meus pecados e por que eu sou sua filha?", diz o texto.
Na maioria das cartas publicadas não há identificação de endereço no campo a ser preenchido pelo remetente, por esta razão as correspondência não foram devolvidas a seus autores."
Da Folha On Line.
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Acredite se quiser.
"Apelos, confidências, pedidos de ajuda --inclusive financeira--, emoções e dores são os temas frequentes das cartas enviadas a Deus, apesar de as correspondências não terem chegado ao destinatário. Alguns exemplos estão sendo divulgados pela página na internet da empresa dos Correios de Israel.
No site dos Correios www.postil.com qualquer pessoa tem livre acesso ao acervo. Dentro do subtítulo "cartas especiais", há uma lista de doze correspondências específicas, entre elas cartas de amor, de despedida, históricas, relatando saudade da prisão e cartas para Deus.
Há cartas de crianças, mulheres e idosos que foram enviadas nos últimos anos, inclusive dos Estados Unidos, e que não chegaram a seu destino.
"Tem uma coisa que eu preciso saber. Como é aí no céu? Eu sei que é legal aí em cima mas, como é exatamente? O que acontece aí quando chove?", escreveu Moti, um menino americano, em 1974, em carta para Deus.
Uma menina de Jerusalém, segundo o site dos Correios, enviou uma carta na qual pergunta: "Por que há tanta dor e sofrimento neste mundo?". Ela reconhece, em seu texto, que não há lugar no mundo onde tudo é bom.
Uma outra pessoa, também moradora de Jerusalém, pede a Deus desculpas por ter falsificado a data de uma receita médica com a lista de remédios que ela deveria comprar. "Eu peço desculpas por ter falsificado a receita médica em vez de ter voltado ao consultório para receber uma nova receita. Eu peço desculpas do fundo do coração. Me desculpe, meu Deus."
Com canetas coloridas, uma menina escreveu a Deus, chamando-o de "papai querido". "Você sabe que eu gosto muito de você. Esta é a primeira vez que escrevo para você e por isto estou muito emocionada. Você me perdoa por todos os meus pecados e por que eu sou sua filha?", diz o texto.
Na maioria das cartas publicadas não há identificação de endereço no campo a ser preenchido pelo remetente, por esta razão as correspondência não foram devolvidas a seus autores."
Da Folha On Line.
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Acredite se quiser.
Até onde vai a loucura anti-humana?
"Medições de antigas bolhas de ar contidas no gelo antártico provam que os seres humanos têm provocado alterações no clima global há milhares de anos antes da revolução industrial.
Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono começaram a aumentar há 8.000 anos, quando as florestas começaram a dar lugar ao cultivo de plantas e à criação de gado, disse hoje um cientista, acrescentando que os níveis de metano também começaram a aumentar 3.000 depois.
O crescimento combinado dos dois gases-estufa foram lentos mas estáveis e protelaram o que deveria ter sido um período de significativo resfriamento natural, segundo Bill Ruddiman, professor da Universidade da Virginia.
As alterações também perturbaram os padrões regulares que dominaram 400 mil anos de história atmosférica que os cientistas traçaram a partir de amostras de gelo.
"Há 395 mil anos de história, que estabeleceram algumas regras, e 5.000 anos que as violaram", comentou Ruddiman em reunião da American Geophysical Union. Mais detalhes sobre a sua teoria estão publicados na edição de dezembro da revista "Climate Change".
Anteriormente, os cientistas julgavam que a atividade humana só teve efeitos significativos no clima global a partir do advento da era industrial.
Os níveis atmosféricos do dióxido de carbono e do metano flutuam naturalmente, em parte devido a alterações na órbita da Terra e às variações resultantes nas quantidades de luz solar. Mas a atividade humana contrariou aparentemente diminuições previstas nas concentrações dos dois gases.
A principal responsável pela alteração foi a revolucionária adoção da agricultura e da pecuária, tanto na Europa como na Ásia.
Análises feitas ao ar que ficou preso em blocos extraídos do gelo antártico mostram aumentos incomuns dos níveis de dióxido de carbono desde que o cultivo da terra começou a ocupar o lugar das florestas na Europa e na Ásia.
Há cerca de 5.000 anos, ainda segundo as análises do gelo, registrou-se um aumento dos níveis de metano, desta vez ligado ao aumento de emissões de campos de arroz alagados, bem como ao aumento crescente das cabeças de gado, explicou Ruddiman.
As práticas pré-históricas impediram aparentemente um crescimento das massas de gelo que, segundo modelos de previsão, deveria ter começado há 5.000 anos."
Da Folha On Line.
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Acredite se quiser.
"Medições de antigas bolhas de ar contidas no gelo antártico provam que os seres humanos têm provocado alterações no clima global há milhares de anos antes da revolução industrial.
Os níveis atmosféricos de dióxido de carbono começaram a aumentar há 8.000 anos, quando as florestas começaram a dar lugar ao cultivo de plantas e à criação de gado, disse hoje um cientista, acrescentando que os níveis de metano também começaram a aumentar 3.000 depois.
O crescimento combinado dos dois gases-estufa foram lentos mas estáveis e protelaram o que deveria ter sido um período de significativo resfriamento natural, segundo Bill Ruddiman, professor da Universidade da Virginia.
As alterações também perturbaram os padrões regulares que dominaram 400 mil anos de história atmosférica que os cientistas traçaram a partir de amostras de gelo.
"Há 395 mil anos de história, que estabeleceram algumas regras, e 5.000 anos que as violaram", comentou Ruddiman em reunião da American Geophysical Union. Mais detalhes sobre a sua teoria estão publicados na edição de dezembro da revista "Climate Change".
Anteriormente, os cientistas julgavam que a atividade humana só teve efeitos significativos no clima global a partir do advento da era industrial.
Os níveis atmosféricos do dióxido de carbono e do metano flutuam naturalmente, em parte devido a alterações na órbita da Terra e às variações resultantes nas quantidades de luz solar. Mas a atividade humana contrariou aparentemente diminuições previstas nas concentrações dos dois gases.
A principal responsável pela alteração foi a revolucionária adoção da agricultura e da pecuária, tanto na Europa como na Ásia.
Análises feitas ao ar que ficou preso em blocos extraídos do gelo antártico mostram aumentos incomuns dos níveis de dióxido de carbono desde que o cultivo da terra começou a ocupar o lugar das florestas na Europa e na Ásia.
Há cerca de 5.000 anos, ainda segundo as análises do gelo, registrou-se um aumento dos níveis de metano, desta vez ligado ao aumento de emissões de campos de arroz alagados, bem como ao aumento crescente das cabeças de gado, explicou Ruddiman.
As práticas pré-históricas impediram aparentemente um crescimento das massas de gelo que, segundo modelos de previsão, deveria ter começado há 5.000 anos."
Da Folha On Line.
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Acredite se quiser.
Cladio Humberto
""Não sou mágico para criar números"
Deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator do Orçamento, recusando fixar o mínimo em R$ 270
Lobby para manter Miro
Miro Teixeira não é nenhuma Brastemp, mas é Gradiente. O dono da fábrica, Eugênio Staub, revelou a amigos, em Brasília, que usará o seu prestígio junto ao presidente Lula para tentar convencê-lo a manter o ministro das Comunicações, em nome do "interesse nacional". Certamente por coincidência, Staub seria beneficiário de um certo "padrão brasileiro" de TV digital, defendido por Miro, cuja demissão é dada como certa.
Réveillon de Lula
Duda Mendonça apressa a conclusão das obras de sua nova casa, na paradisíaca praia baiana de Taypus de Fora, na baía de Camamu, para receber o presidente Lula no réveillon. A mansão tem até pista de pouso.
Miojo das arábias
A comitiva de Lula ao Oriente lotou quatro aviões, com toda mordomia. Já os militares e servidores do Itamaraty do "escalão precursor", há meses sem diárias, teriam passado fome se não levassem macarrão miojo na bagagem.
Eis o grupo
Quando for à Índia, o presidente Lula não vai levar nem Gaviões da Fiel nem Portela. Deve levar, naturalmente, os Filhos de Ghandi.
Amor de chefe
Chamado de "Mercapedante" por alguns jornalistas, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) é mesmo uma simpatia. Talvez por isso tenha mudado de chefe de gabinete cinco vezes, só este ano.
Gerdau otimista
Jorge Gerdau Johannpeter está otimista. O mega-empresário acredita que o Brasil pode crescer 3.5%, em 2004, apesar de o objetivo original da reforma tributária estar prejudicado: "o processo desandou, acabou em uma disputa de valores entre os governos federal e estadual".
Todo cuidado
Setores da Petrobras temem que a Fels Setal, vencedora da concorrência para construir a plataforma P52, associada a um grupo estrangeiro, enfrente dificuldades para obter as garantias exigidas para a assinatura do contrato.
Nada disso
O representante da FAO no Brasil, Juan Tubino, desmentiu a Associação Nacional de Biossegurança. De propriedade da ex-presidente da Comissão Nacional de Biossegurança, Leila Oda, a Anbio espalhou que a FAO apóia a emenda de Darcísio Perondi (RS) para retalhar o projeto dos transgênicos.
Presente de Natal
O "Fantástico" decidiu associar Lula a Papai Noel: indaga de parlamentares no Congresso o que eles pediriam, se o presidente fosse o "bom velhinho". Respostas tipo "não acredito em nenhum dos dois" serão desprezadas.
Pensando bem...
...se Deus é brasileiro, Papai Noel também é: o velhinho continua trabalhando, vive numa fria, e tem um saco, ó...
Pergunta no ar
O desencontro de informações atiça o mistério da queda do helicóptero americano há três dias em Rondônia, na fronteira da Bolívia, com um brasileiro e um boliviano. O aparelho teria sido derrubado por agentes antidrogas do DEA e os tripulantes socorridos pela força aérea americana, sem autorização do Brasil. A FAB não confirma operação de busca.
Alô, Procon
A prepotência dos EUA chegou à direção da Escola Americana de Brasília, que pretende impor à maioria brasileira (65%) dos seus 524 alunos a dolarização das mensalidades – que na prática vão dobrar, em 2004.
Primeiro os meus
Para dividir os pais, que estão mobilizados contra a pretendida dolarização das mensalidades, a direção da Escola Americana de Brasília, discute hoje com o Itamaraty "preços especiais" para filhos de diplomatas brasileiros.
Suspensão esperada
A Rede Interamericana de Comunicação S/A tenta cassar na Justiça a abrangente liminar do juiz da 1ª Vara Cível do Recife, num processo movido por José Jardelino da Costa Jr. O desembargador Ricardo Paes Barreto deve decidir nos próximos dias sobre o agravo apresentado pela empresa prejudicada, que teve congelados todos os seus bens e ativos bancários.
Mão mole
Virgílio Guimarães (PT-MG) apareceu ontem com a mão enfaixada, após um entusiasmado aperto de mão do presidente do PSC, Vítor Nósseis.
PPP ao contrário
O Ministério do Planejamento quer fazer o caminho inverso da Parceria Público-Privada (PPP): construir um anel ótico para telecomunicações na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Exatamente onde pelo menos cinco operadoras já investiram na mesma infra-estrutura.
Nos trilhos
Fiscais de atividades econômicas, os chamados "rapas", discordam do Sindicato Carioca dos Fiscais de Renda: que o projeto do vereador João Cabral é de isonomia e não "trem da alegria", como acusa o Sincaf.
Pensando bem...
...para o mico ficar completo, só faltou Lula ganhar beijo do ditador Kadafi.
O poder sem pudor - Berço esplêndido
Jânio Quadros era governador de São Paulo, em 1957, e vivia recusando presentes, por razões éticas. Mas certa vez abriu exceção, para um colchão de molas oferecido a sua filha Tutu, então com 12 anos, por um fabricante, a quem Jânio agradeceu por meio de um dos seus peculiares bilhetes:
- Muito agradeço o colchão enviado a Tutu, que dormirá, agora. Vai ser um berço esplêndido para esta brasileirinha, enquanto o pai dorme, à semelhança de um faquir, sobre pregos e espinhos. Felicidades. Aliás, pode ficar tranqüilo. Se há indústria que progride neste país é a do sono.
Cláudio Humberto com Teresa Barros"
""Não sou mágico para criar números"
Deputado Jorge Bittar (PT-RJ), relator do Orçamento, recusando fixar o mínimo em R$ 270
Lobby para manter Miro
Miro Teixeira não é nenhuma Brastemp, mas é Gradiente. O dono da fábrica, Eugênio Staub, revelou a amigos, em Brasília, que usará o seu prestígio junto ao presidente Lula para tentar convencê-lo a manter o ministro das Comunicações, em nome do "interesse nacional". Certamente por coincidência, Staub seria beneficiário de um certo "padrão brasileiro" de TV digital, defendido por Miro, cuja demissão é dada como certa.
Réveillon de Lula
Duda Mendonça apressa a conclusão das obras de sua nova casa, na paradisíaca praia baiana de Taypus de Fora, na baía de Camamu, para receber o presidente Lula no réveillon. A mansão tem até pista de pouso.
Miojo das arábias
A comitiva de Lula ao Oriente lotou quatro aviões, com toda mordomia. Já os militares e servidores do Itamaraty do "escalão precursor", há meses sem diárias, teriam passado fome se não levassem macarrão miojo na bagagem.
Eis o grupo
Quando for à Índia, o presidente Lula não vai levar nem Gaviões da Fiel nem Portela. Deve levar, naturalmente, os Filhos de Ghandi.
Amor de chefe
Chamado de "Mercapedante" por alguns jornalistas, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) é mesmo uma simpatia. Talvez por isso tenha mudado de chefe de gabinete cinco vezes, só este ano.
Gerdau otimista
Jorge Gerdau Johannpeter está otimista. O mega-empresário acredita que o Brasil pode crescer 3.5%, em 2004, apesar de o objetivo original da reforma tributária estar prejudicado: "o processo desandou, acabou em uma disputa de valores entre os governos federal e estadual".
Todo cuidado
Setores da Petrobras temem que a Fels Setal, vencedora da concorrência para construir a plataforma P52, associada a um grupo estrangeiro, enfrente dificuldades para obter as garantias exigidas para a assinatura do contrato.
Nada disso
O representante da FAO no Brasil, Juan Tubino, desmentiu a Associação Nacional de Biossegurança. De propriedade da ex-presidente da Comissão Nacional de Biossegurança, Leila Oda, a Anbio espalhou que a FAO apóia a emenda de Darcísio Perondi (RS) para retalhar o projeto dos transgênicos.
Presente de Natal
O "Fantástico" decidiu associar Lula a Papai Noel: indaga de parlamentares no Congresso o que eles pediriam, se o presidente fosse o "bom velhinho". Respostas tipo "não acredito em nenhum dos dois" serão desprezadas.
Pensando bem...
...se Deus é brasileiro, Papai Noel também é: o velhinho continua trabalhando, vive numa fria, e tem um saco, ó...
Pergunta no ar
O desencontro de informações atiça o mistério da queda do helicóptero americano há três dias em Rondônia, na fronteira da Bolívia, com um brasileiro e um boliviano. O aparelho teria sido derrubado por agentes antidrogas do DEA e os tripulantes socorridos pela força aérea americana, sem autorização do Brasil. A FAB não confirma operação de busca.
Alô, Procon
A prepotência dos EUA chegou à direção da Escola Americana de Brasília, que pretende impor à maioria brasileira (65%) dos seus 524 alunos a dolarização das mensalidades – que na prática vão dobrar, em 2004.
Primeiro os meus
Para dividir os pais, que estão mobilizados contra a pretendida dolarização das mensalidades, a direção da Escola Americana de Brasília, discute hoje com o Itamaraty "preços especiais" para filhos de diplomatas brasileiros.
Suspensão esperada
A Rede Interamericana de Comunicação S/A tenta cassar na Justiça a abrangente liminar do juiz da 1ª Vara Cível do Recife, num processo movido por José Jardelino da Costa Jr. O desembargador Ricardo Paes Barreto deve decidir nos próximos dias sobre o agravo apresentado pela empresa prejudicada, que teve congelados todos os seus bens e ativos bancários.
Mão mole
Virgílio Guimarães (PT-MG) apareceu ontem com a mão enfaixada, após um entusiasmado aperto de mão do presidente do PSC, Vítor Nósseis.
PPP ao contrário
O Ministério do Planejamento quer fazer o caminho inverso da Parceria Público-Privada (PPP): construir um anel ótico para telecomunicações na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Exatamente onde pelo menos cinco operadoras já investiram na mesma infra-estrutura.
Nos trilhos
Fiscais de atividades econômicas, os chamados "rapas", discordam do Sindicato Carioca dos Fiscais de Renda: que o projeto do vereador João Cabral é de isonomia e não "trem da alegria", como acusa o Sincaf.
Pensando bem...
...para o mico ficar completo, só faltou Lula ganhar beijo do ditador Kadafi.
O poder sem pudor - Berço esplêndido
Jânio Quadros era governador de São Paulo, em 1957, e vivia recusando presentes, por razões éticas. Mas certa vez abriu exceção, para um colchão de molas oferecido a sua filha Tutu, então com 12 anos, por um fabricante, a quem Jânio agradeceu por meio de um dos seus peculiares bilhetes:
- Muito agradeço o colchão enviado a Tutu, que dormirá, agora. Vai ser um berço esplêndido para esta brasileirinha, enquanto o pai dorme, à semelhança de um faquir, sobre pregos e espinhos. Felicidades. Aliás, pode ficar tranqüilo. Se há indústria que progride neste país é a do sono.
Cláudio Humberto com Teresa Barros"
África do Sul suspende cartinhas para o Papai Noel
"Para as crianças de África do Sul, não há Papai Noel neste ano. Anúncio das autoridades do país baniu iniciativa dos Correios que divulgaram endereço para que as crianças escrevam para o Papai Noel com seus pedidos de Natal, segundo o site da Reuters.
O anúncio oficial afirma que os Correios estão se aproveitando da credulidade natural das crianças. "Isto cria a impressão nas mentes inocentes das crianças que, ao escreverem para o endereço dado, elas estarão escrevendo para o Papai Noel e terão os pedidos atendidos", explica o aviso.
As autoridades suspenderam o endereço do Papai Noel sustentando a queixa de que a idéia está encorajando "uma mentira que pode magoar os espíritos frágeis e já desiludidos das crianças da África do Sul"."
Do Portal Terra.
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Haja espírito de Natal contra o hipocritamente correto...
Acredite se quiser.
"Para as crianças de África do Sul, não há Papai Noel neste ano. Anúncio das autoridades do país baniu iniciativa dos Correios que divulgaram endereço para que as crianças escrevam para o Papai Noel com seus pedidos de Natal, segundo o site da Reuters.
O anúncio oficial afirma que os Correios estão se aproveitando da credulidade natural das crianças. "Isto cria a impressão nas mentes inocentes das crianças que, ao escreverem para o endereço dado, elas estarão escrevendo para o Papai Noel e terão os pedidos atendidos", explica o aviso.
As autoridades suspenderam o endereço do Papai Noel sustentando a queixa de que a idéia está encorajando "uma mentira que pode magoar os espíritos frágeis e já desiludidos das crianças da África do Sul"."
Do Portal Terra.
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Haja espírito de Natal contra o hipocritamente correto...
Acredite se quiser.
A educação gratuita nem sempre é livre
"Claudia Márquez Linares - jornalista independente (cubana)
Tradução da notável Graça Salgueiro, de um texto assustador. Ao final acrescento os comentários que a própria Graça Salgueiro faz sobre a matéria.
Quando a professora do pré-escolar do meu filho pediu que levasse uma pistola de brinquedo para a escola, realmente me surpreendeu. Perguntei a meu filho Cristian, que então tinha 5 anos, para quê a professora queria isto, porém ele não tinha nenhuma idéia. Fui à escola e, quando cheguei à classe do meu filho, encontrei a professora repartindo caixas de fuzis e pistolas plásticas. Enquanto repartia com as crianças, gritava: "Vamos, disparem, pum, pum! Vamos matar o imperialismo!". Todas as crianças, inclusive meu filho, começaram a disparar e a gritar "pum, pum"! contra esse fantasma invisível que constituía o imperialismo.
Eu não podia fazer nada. Fiquei um instante olhando aquilo e em seguida me fui. Aquela era uma dessas tarefas que os professores cubanos têm de cumprir e a que os pais não têm voz nem voto. Se nos opomos, corremos o risco de que nos qualifiquem de "contra-revolucionários", nos apliquem a lei por "atos contra o desenvolvimento normal do menor" e acabamos no cárcere.
O ensino em Cuba é gratuito e obrigatório até os 16 anos, porém está impregnado da ideologia imperante na ilha.
Cristian tem 6 anos e está no segundo grau*, aprendendo a ler e escrever. Recentemente, uma de suas tarefas foi escrever cartas aos cinco espiões prisioneiros nos Estados Unidos. A professora disse a meu filho que os espiões estão presos por defender a pátria. Quando expliquei a meu filho que seu pai estava preso por querer liberdade para todos os cubanos e defender sua pátria, ele me respondeu: "Não, mamãe, os que estão presos por defender a pátria são os cinco heróis prisioneiros do império". Tal como lhe havia ensinado sua professora...
Muito esforço me tem custado que meu filho não se sinta envergonhado de seu pai. A diretora da escola me chamou em seu gabinete para dizer-me que as crianças com pais na prisão necessitavam um tratamento "especial". Desde que seu pai está na prisão meu filho está intranqüilo e confuso. Porém, como não vai estar intranqüilo quando não pode dizer à sua professora e a seus amiguinhos que seu papai é um homem bom e que está preso por defender seus ideais de liberdade e democracia? Só fala de seu pai com os familiares mais próximos. O dia que lhe confessei que seu pai estava preso, ele me disse: "Ai, mamãe, tu não fales mal de Fidel, porque te vão levar presa e eu vou chorar muito!"
Desde o primário até a universidade os cubanos devemos aprender e interiorizar que discordar da linha do partido comunista constitui nossa aniquilação como indivíduos. O slogan de que "a universidade é para os revolucionários" repete-se por onde queira e cada vez mais somos os cubanos que nos sentimos discriminados em nosso próprio país, apenas pelo fato de aspirar uma abertura na ilha.
Neste momento Larri Rodríguez Reyes, de 21 anos, estudante de engenharia informática no Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría, está esperando a sentença da comissão universitária que determinará seu afastamento temporário ou definitivo da universidade. Desde o dia 6 e de novembro não lhe permitem assistir as aulas por "manifestações contra-revolucionárias, públicas e notórias", entenda-se, emitir opiniões contrárias à revolução cubana. Larri sente-se deprimido e seus pais o estão pressionando para que se arrependa publicamente e possa voltar à universidade.
Larri tem-se engado. Não se retrata por haver comentado com seus companheiros de turma que em Cuba terá que haver liberdade, mais cedo ou mais tarde. Sente-se profundamente traído pelos companheiros de turma que o denunciaram no julgamento estudantil, apesar de haver coincidido muitas vezes com suas opiniões em privado. Esses mesmos companheiros lhe diziam poucos dias depois, que tiveram que delatá-lo para salvar suas próprias carreiras.
Hoje, Rodríguez Reyes diz que lutará para voltar à universidade porque "ninguém tem o direito de privar-me de conhecimento apenas pelo fato de discordar".
Segundo a propaganda governamental, este é o país mais educado do mundo, porém, de que nos serve a educação quando a convertem em um instrumento de doutrinação massiva? De que serve a educação sem liberdade?
-----------------
O artigo retrata a realidade vivida pelo povo cubano há quase 45 anos, e que é solenemente omitida (quando não desmentida) aos povos de outros países, sobretudo os da América Latina.
A doutrinação marxista e a formação do "guerrilheiro" se dá desde tenra idade e aqueles que ousam discordar dessa forma de "educação" são severamente punidos.
Apesar de todo esse horror e violência contra o direito de liberdade de pensamento e opinião, o Brasil está importando "técnicos em alfabetização cubanos", conforme foi denunciado pelo deputado Lobbe Neto, e cujas justificativas jamais lhe foram dadas pelo Ministro da Educação em atenção ao seu requerimento.
Foi este mesmo Ministro da Educação – Cristóvam Buarque - que, além de firmar convênios com o Ministério de Educação de Cuba, para importar a doutrinação marxista oficial mais "refinada", afirmou recentemente em um seminário ocorrido em Brasília que "a universidade brasileira deve inspirar-se no radicalismo do MST e tornar-se uma máquina de guerra ideológica, uma ameaça contra os conservadores". (Vejam artigo do Filósofo Olavo de Carvalho - http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/olavo.asp), demonstrando com tal afirmativa, estar em perfeita consonância e harmonia com o "modelo de educação" cubano que já vigora na Venezuela.
É isso que vamos ter, brevemente, com a "revolucionária" reforma do ensino nas escolas e universidades anunciada pela Eminência Parda do Governo, José "Daniel" Dirceu, Ministro-Chefe da Casa Civil. É aguardar para ver..."
Do site de Percival Puggina.
"Claudia Márquez Linares - jornalista independente (cubana)
Tradução da notável Graça Salgueiro, de um texto assustador. Ao final acrescento os comentários que a própria Graça Salgueiro faz sobre a matéria.
Quando a professora do pré-escolar do meu filho pediu que levasse uma pistola de brinquedo para a escola, realmente me surpreendeu. Perguntei a meu filho Cristian, que então tinha 5 anos, para quê a professora queria isto, porém ele não tinha nenhuma idéia. Fui à escola e, quando cheguei à classe do meu filho, encontrei a professora repartindo caixas de fuzis e pistolas plásticas. Enquanto repartia com as crianças, gritava: "Vamos, disparem, pum, pum! Vamos matar o imperialismo!". Todas as crianças, inclusive meu filho, começaram a disparar e a gritar "pum, pum"! contra esse fantasma invisível que constituía o imperialismo.
Eu não podia fazer nada. Fiquei um instante olhando aquilo e em seguida me fui. Aquela era uma dessas tarefas que os professores cubanos têm de cumprir e a que os pais não têm voz nem voto. Se nos opomos, corremos o risco de que nos qualifiquem de "contra-revolucionários", nos apliquem a lei por "atos contra o desenvolvimento normal do menor" e acabamos no cárcere.
O ensino em Cuba é gratuito e obrigatório até os 16 anos, porém está impregnado da ideologia imperante na ilha.
Cristian tem 6 anos e está no segundo grau*, aprendendo a ler e escrever. Recentemente, uma de suas tarefas foi escrever cartas aos cinco espiões prisioneiros nos Estados Unidos. A professora disse a meu filho que os espiões estão presos por defender a pátria. Quando expliquei a meu filho que seu pai estava preso por querer liberdade para todos os cubanos e defender sua pátria, ele me respondeu: "Não, mamãe, os que estão presos por defender a pátria são os cinco heróis prisioneiros do império". Tal como lhe havia ensinado sua professora...
Muito esforço me tem custado que meu filho não se sinta envergonhado de seu pai. A diretora da escola me chamou em seu gabinete para dizer-me que as crianças com pais na prisão necessitavam um tratamento "especial". Desde que seu pai está na prisão meu filho está intranqüilo e confuso. Porém, como não vai estar intranqüilo quando não pode dizer à sua professora e a seus amiguinhos que seu papai é um homem bom e que está preso por defender seus ideais de liberdade e democracia? Só fala de seu pai com os familiares mais próximos. O dia que lhe confessei que seu pai estava preso, ele me disse: "Ai, mamãe, tu não fales mal de Fidel, porque te vão levar presa e eu vou chorar muito!"
Desde o primário até a universidade os cubanos devemos aprender e interiorizar que discordar da linha do partido comunista constitui nossa aniquilação como indivíduos. O slogan de que "a universidade é para os revolucionários" repete-se por onde queira e cada vez mais somos os cubanos que nos sentimos discriminados em nosso próprio país, apenas pelo fato de aspirar uma abertura na ilha.
Neste momento Larri Rodríguez Reyes, de 21 anos, estudante de engenharia informática no Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría, está esperando a sentença da comissão universitária que determinará seu afastamento temporário ou definitivo da universidade. Desde o dia 6 e de novembro não lhe permitem assistir as aulas por "manifestações contra-revolucionárias, públicas e notórias", entenda-se, emitir opiniões contrárias à revolução cubana. Larri sente-se deprimido e seus pais o estão pressionando para que se arrependa publicamente e possa voltar à universidade.
Larri tem-se engado. Não se retrata por haver comentado com seus companheiros de turma que em Cuba terá que haver liberdade, mais cedo ou mais tarde. Sente-se profundamente traído pelos companheiros de turma que o denunciaram no julgamento estudantil, apesar de haver coincidido muitas vezes com suas opiniões em privado. Esses mesmos companheiros lhe diziam poucos dias depois, que tiveram que delatá-lo para salvar suas próprias carreiras.
Hoje, Rodríguez Reyes diz que lutará para voltar à universidade porque "ninguém tem o direito de privar-me de conhecimento apenas pelo fato de discordar".
Segundo a propaganda governamental, este é o país mais educado do mundo, porém, de que nos serve a educação quando a convertem em um instrumento de doutrinação massiva? De que serve a educação sem liberdade?
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O artigo retrata a realidade vivida pelo povo cubano há quase 45 anos, e que é solenemente omitida (quando não desmentida) aos povos de outros países, sobretudo os da América Latina.
A doutrinação marxista e a formação do "guerrilheiro" se dá desde tenra idade e aqueles que ousam discordar dessa forma de "educação" são severamente punidos.
Apesar de todo esse horror e violência contra o direito de liberdade de pensamento e opinião, o Brasil está importando "técnicos em alfabetização cubanos", conforme foi denunciado pelo deputado Lobbe Neto, e cujas justificativas jamais lhe foram dadas pelo Ministro da Educação em atenção ao seu requerimento.
Foi este mesmo Ministro da Educação – Cristóvam Buarque - que, além de firmar convênios com o Ministério de Educação de Cuba, para importar a doutrinação marxista oficial mais "refinada", afirmou recentemente em um seminário ocorrido em Brasília que "a universidade brasileira deve inspirar-se no radicalismo do MST e tornar-se uma máquina de guerra ideológica, uma ameaça contra os conservadores". (Vejam artigo do Filósofo Olavo de Carvalho - http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/olavo.asp), demonstrando com tal afirmativa, estar em perfeita consonância e harmonia com o "modelo de educação" cubano que já vigora na Venezuela.
É isso que vamos ter, brevemente, com a "revolucionária" reforma do ensino nas escolas e universidades anunciada pela Eminência Parda do Governo, José "Daniel" Dirceu, Ministro-Chefe da Casa Civil. É aguardar para ver..."
Do site de Percival Puggina.
Sete milhões de mortos no Holocausto "esquecido"
Eric Margolis - www.canoe.ca/Columnists/margolis_nov16.html
Cinco anos atrás, escrevi sobre o esquecido Holocausto na Ucrânia. Fiquei surpreso ao receber várias mensagens de jovens americanos e canadenses de origem ucraniana me revelando que, até lerem minha coluna, nada conheciam sobre o genocídio de 1932-33 no qual o regime de Josef Stalin matou sete milhões de ucranianos e enviou outros dois milhões para campos de concentração. Como, perguntava eu, poderia tal amnésia histórica afligir a tantos? Para judeus e armênios, os genocídios que seus povos sofreram são lembranças vivas que ainda influenciam seus cotidianos. Mesmo hoje, no 70º aniversário da destruição de um quarto da população ucraniana, aquele crime gigantesco
quase desapareceu no buraco negro da história.
O mesmo ocorre com o extermínio dos cossacos do Don, pelos comunistas, na década de 1920, dos alemães do Volga em 1941 e as execuções em massa e deportações para campos de concentração de lituanos, letões, estonianos e poloneses. Ao final da Segunda Guerra, os "gulag" de Stalin mantinham 5,5 milhões de prisioneiros, 23% deles ucranianos e 6% bálticos.
Quase desconhecido é o genocídio de dois milhões de muçulmanos de povos da ex-URSS: chechenos, inguchétios, tadjiques, tártaros da Criméia, basquires e casaques. Os guerrilheiros que lutam pela independência da Chechênia e que hoje são rotulados de "terroristas" por Estados Unidos e Rússia são netos dos sobreviventes dos campos de concentração soviéticos. Adicione-se a esta lista de atrocidades esquecidas o assassinato, na Europa Oriental, entre 1945 e 1947, de pelo menos dois milhões de alemães étnicos,a maioria deles mulheres e crianças, e a violenta expulsão de mais 15 milhões de alemães, quando dois milhões de meninas e mulheres alemãs foram estupradas.
Dentre estes crimes monstruosos, a Ucrânia aparece como a maior vítima em termos de números. Stalin declarou guerra ao seu próprio povo em 1932, ao enviar os comissários V. Molotov e Lazar Kaganovitch e o chefe da NKVD (polícia secreta) Genrikh Yagoda para esmagar a resistência de fazendeiros ucranianos à coletivização forçada. A Ucrânia estava isolada. Todas as reservas de alimentos e animais foram confiscadas. Os esquadrões da morte da NKVD assassinavam "elementos antipartido". Furioso porque poucos ucranianos estavam sendo executados, Kaganovitch - em tese o Adolf Eichmann da União Soviética - estabeleceu uma cota de 10.000 execuções por semana. Oitenta por cento dos intelectuais ucranianos foram assassinados. Durante o áspero inverno de 1932-33, 25.000 ucranianos eram executados, por dia, ou morriam de inanição e frio. Tornou-se comum o canibalismo. A Ucrânia, diz o historiador Robert Conquest, parecia uma versão gigante do futuro campo da morte de Bergen-Belsen.
A execução em massa de sete milhões de ucranianos, três milhões deles crianças, e a deportação para o "gulag" de mais dois milhões (onde a maioria morreu) foi oculta pela propaganda soviética. Os ocidentais pró-comunismo, como Walter Duranty, do "New York Times", os escritores britânicos Sidney e Beatrice Webb e o primeiro-ministro francês Edouard Herriot viajaram pela Ucrânia, mas negaram denúncias de genocídio e aplaudiram o que eles chamaram de "reforma agrária" soviética. Aqueles que se levantaram contra o genocídio foram rotulados de "agentes do fascismo". Os governos dos EUA, Reino Unido e Canadá, contudo, estavam bem informados sobre o genocídio, mas fecharam os olhos, inclusive bloquearam grupos de ajuda que iriam para a Ucrânia.
Os únicos líderes europeus que gritaram contra os assassinatos cometidos pelos soviéticos foram, ironicamente e por razões cínicas e de autopromoção, Hitler e o ditador italiano Benito Mussolini. Como Kaganovitch, Yagoda e outros veteranos e oficiais do Partido Comunista e da NKVD eram judeus, segundo Hitler, o comunismo seria uma conspiração judaica para destruir a civilização cristã. Versão que se tornou amplamente aceita por toda uma amedrontada Europa.
Quando veio a guerra, o presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill se tornaram aliados de Stalin, embora eles soubessem que seu regime já tinha matado pelo menos 30 milhões de pessoas muito antes que o extermínio de judeus e ciganos por Hitler tivesse sequer começado. No estranho cálculo moral de extermínios em massa, apenas os alemães foram culpados. Mesmo Stalin tendo assassinado três vezes mais gente do que Hitler, para Roosevelt ele ainda era o "Uncle Joe" ("Tio Joe").
A aliança EUA-Reino Unido com Stalin fez deles parceiros no crime. Roosevelt e Churchill ajudaram a preservar o regime mais assassino da história, para o qual eles entregaram metade da Europa em 1945. Após a guerra, as esquerdas tentaram encobrir o genocídio soviético. Jean-Paul Sartre chegou a negar que o "gulag" tenha existido. Para os aliados ocidentais, o Nazismo era o único mal; eles não poderiam admitir serem aliados de assassinos em massa. Para os soviéticos, promover o holocausto judeu perpetuava o antifascismo e mascarava seus próprios crimes. Os judeus, inexplicavelmente, viram seu holocausto como o único. Foi a "raison d'être" de Israel.
Eles temiam que se divulgassem outros genocídios ocorridos naquele tempo pudesse reduzir a importância do deles. É da natureza humana! Enquanto hoje, a academia, a imprensa e Hollywood concentram a atenção no holocausto judeu, ignoram a Ucrânia. Nós ainda caçamos assassinos nazistas, mas não caçamos assassinos comunistas. Há poucas fotos do genocídio ucraniano e do "gulag" stalinista, e muito poucos sobreviventes. Homens mortos não contam histórias.
A Rússia nunca perseguiu nenhum de seus assassinos em massa, como se fez na Alemanha. Mas todos nós conhecemos os crimes de Adolf Eichmann e Heinrich Himmler, e sabemos o que foi Babi Yar e Auschwitz. Mas quem lembra os assassinos em massa soviéticos Dzerzhinsky, Kaganovitch, Yagoda, Yezhov e Beria? Não fosse o escritor Alexander Solzhenitsyn, nós poderíamos nunca ter sabido dos campos da morte soviéticos como Magadan, Kolyma e Vorkuta. A todo tempo aparecem filmes sobre o terror nazista, enquanto o mal soviético some da visão ou se dissolve na nostalgia.
As almas das milhões de vítimas de Stalin ainda clamam por justiça...
Tradução: Daniel Freixieiro Sampaio"
Do site de Percival Puggina.
Eric Margolis - www.canoe.ca/Columnists/margolis_nov16.html
Cinco anos atrás, escrevi sobre o esquecido Holocausto na Ucrânia. Fiquei surpreso ao receber várias mensagens de jovens americanos e canadenses de origem ucraniana me revelando que, até lerem minha coluna, nada conheciam sobre o genocídio de 1932-33 no qual o regime de Josef Stalin matou sete milhões de ucranianos e enviou outros dois milhões para campos de concentração. Como, perguntava eu, poderia tal amnésia histórica afligir a tantos? Para judeus e armênios, os genocídios que seus povos sofreram são lembranças vivas que ainda influenciam seus cotidianos. Mesmo hoje, no 70º aniversário da destruição de um quarto da população ucraniana, aquele crime gigantesco
quase desapareceu no buraco negro da história.
O mesmo ocorre com o extermínio dos cossacos do Don, pelos comunistas, na década de 1920, dos alemães do Volga em 1941 e as execuções em massa e deportações para campos de concentração de lituanos, letões, estonianos e poloneses. Ao final da Segunda Guerra, os "gulag" de Stalin mantinham 5,5 milhões de prisioneiros, 23% deles ucranianos e 6% bálticos.
Quase desconhecido é o genocídio de dois milhões de muçulmanos de povos da ex-URSS: chechenos, inguchétios, tadjiques, tártaros da Criméia, basquires e casaques. Os guerrilheiros que lutam pela independência da Chechênia e que hoje são rotulados de "terroristas" por Estados Unidos e Rússia são netos dos sobreviventes dos campos de concentração soviéticos. Adicione-se a esta lista de atrocidades esquecidas o assassinato, na Europa Oriental, entre 1945 e 1947, de pelo menos dois milhões de alemães étnicos,a maioria deles mulheres e crianças, e a violenta expulsão de mais 15 milhões de alemães, quando dois milhões de meninas e mulheres alemãs foram estupradas.
Dentre estes crimes monstruosos, a Ucrânia aparece como a maior vítima em termos de números. Stalin declarou guerra ao seu próprio povo em 1932, ao enviar os comissários V. Molotov e Lazar Kaganovitch e o chefe da NKVD (polícia secreta) Genrikh Yagoda para esmagar a resistência de fazendeiros ucranianos à coletivização forçada. A Ucrânia estava isolada. Todas as reservas de alimentos e animais foram confiscadas. Os esquadrões da morte da NKVD assassinavam "elementos antipartido". Furioso porque poucos ucranianos estavam sendo executados, Kaganovitch - em tese o Adolf Eichmann da União Soviética - estabeleceu uma cota de 10.000 execuções por semana. Oitenta por cento dos intelectuais ucranianos foram assassinados. Durante o áspero inverno de 1932-33, 25.000 ucranianos eram executados, por dia, ou morriam de inanição e frio. Tornou-se comum o canibalismo. A Ucrânia, diz o historiador Robert Conquest, parecia uma versão gigante do futuro campo da morte de Bergen-Belsen.
A execução em massa de sete milhões de ucranianos, três milhões deles crianças, e a deportação para o "gulag" de mais dois milhões (onde a maioria morreu) foi oculta pela propaganda soviética. Os ocidentais pró-comunismo, como Walter Duranty, do "New York Times", os escritores britânicos Sidney e Beatrice Webb e o primeiro-ministro francês Edouard Herriot viajaram pela Ucrânia, mas negaram denúncias de genocídio e aplaudiram o que eles chamaram de "reforma agrária" soviética. Aqueles que se levantaram contra o genocídio foram rotulados de "agentes do fascismo". Os governos dos EUA, Reino Unido e Canadá, contudo, estavam bem informados sobre o genocídio, mas fecharam os olhos, inclusive bloquearam grupos de ajuda que iriam para a Ucrânia.
Os únicos líderes europeus que gritaram contra os assassinatos cometidos pelos soviéticos foram, ironicamente e por razões cínicas e de autopromoção, Hitler e o ditador italiano Benito Mussolini. Como Kaganovitch, Yagoda e outros veteranos e oficiais do Partido Comunista e da NKVD eram judeus, segundo Hitler, o comunismo seria uma conspiração judaica para destruir a civilização cristã. Versão que se tornou amplamente aceita por toda uma amedrontada Europa.
Quando veio a guerra, o presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill se tornaram aliados de Stalin, embora eles soubessem que seu regime já tinha matado pelo menos 30 milhões de pessoas muito antes que o extermínio de judeus e ciganos por Hitler tivesse sequer começado. No estranho cálculo moral de extermínios em massa, apenas os alemães foram culpados. Mesmo Stalin tendo assassinado três vezes mais gente do que Hitler, para Roosevelt ele ainda era o "Uncle Joe" ("Tio Joe").
A aliança EUA-Reino Unido com Stalin fez deles parceiros no crime. Roosevelt e Churchill ajudaram a preservar o regime mais assassino da história, para o qual eles entregaram metade da Europa em 1945. Após a guerra, as esquerdas tentaram encobrir o genocídio soviético. Jean-Paul Sartre chegou a negar que o "gulag" tenha existido. Para os aliados ocidentais, o Nazismo era o único mal; eles não poderiam admitir serem aliados de assassinos em massa. Para os soviéticos, promover o holocausto judeu perpetuava o antifascismo e mascarava seus próprios crimes. Os judeus, inexplicavelmente, viram seu holocausto como o único. Foi a "raison d'être" de Israel.
Eles temiam que se divulgassem outros genocídios ocorridos naquele tempo pudesse reduzir a importância do deles. É da natureza humana! Enquanto hoje, a academia, a imprensa e Hollywood concentram a atenção no holocausto judeu, ignoram a Ucrânia. Nós ainda caçamos assassinos nazistas, mas não caçamos assassinos comunistas. Há poucas fotos do genocídio ucraniano e do "gulag" stalinista, e muito poucos sobreviventes. Homens mortos não contam histórias.
A Rússia nunca perseguiu nenhum de seus assassinos em massa, como se fez na Alemanha. Mas todos nós conhecemos os crimes de Adolf Eichmann e Heinrich Himmler, e sabemos o que foi Babi Yar e Auschwitz. Mas quem lembra os assassinos em massa soviéticos Dzerzhinsky, Kaganovitch, Yagoda, Yezhov e Beria? Não fosse o escritor Alexander Solzhenitsyn, nós poderíamos nunca ter sabido dos campos da morte soviéticos como Magadan, Kolyma e Vorkuta. A todo tempo aparecem filmes sobre o terror nazista, enquanto o mal soviético some da visão ou se dissolve na nostalgia.
As almas das milhões de vítimas de Stalin ainda clamam por justiça...
Tradução: Daniel Freixieiro Sampaio"
Do site de Percival Puggina.
Pesquisa do dia
"Os maiores e mais pesados dinossauros que já existiram, os saurópodes, boiavam na água. Isso é o que afirma a teoria de um paleontologista americano, Donald Henderson. O estudioso usou simulação digital para pesquisar como animais extintos se sairiam, quando imersos em um lago ou um rio.
'Estávamos, a princípio, usando o computador para ver o que crocodilos poderiam fazer. Por brincadeira, coloquei um saurópode, e fiquei surpreso por ver que ele boiaria', contou Henderson, da Universidade de Calgary, no Canadá, responsável pela simulação digital.
No século 19, quando os primeiros fósseis de saurópodes foram descobertos, a maioria dos paleontologistas acreditava que os animais seriam aquáticos por causa de seu grande tamanho. Contudo, a teoria perdeu força nos anos 40, quando um pesquisador americano propôs que um saurópode não sobreviveria se fosse submerso em vários metros de água."
Da Época On Line.
--------------
Acredite se quiser.
"Os maiores e mais pesados dinossauros que já existiram, os saurópodes, boiavam na água. Isso é o que afirma a teoria de um paleontologista americano, Donald Henderson. O estudioso usou simulação digital para pesquisar como animais extintos se sairiam, quando imersos em um lago ou um rio.
'Estávamos, a princípio, usando o computador para ver o que crocodilos poderiam fazer. Por brincadeira, coloquei um saurópode, e fiquei surpreso por ver que ele boiaria', contou Henderson, da Universidade de Calgary, no Canadá, responsável pela simulação digital.
No século 19, quando os primeiros fósseis de saurópodes foram descobertos, a maioria dos paleontologistas acreditava que os animais seriam aquáticos por causa de seu grande tamanho. Contudo, a teoria perdeu força nos anos 40, quando um pesquisador americano propôs que um saurópode não sobreviveria se fosse submerso em vários metros de água."
Da Época On Line.
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Acredite se quiser.
Dora Kramer - Trecho
"Fato e ficção
É bonito ver o empenho do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em cercar de otimismo o clima em torno da economia.
Na última reunião do ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, na quarta-feira, o ministro disse que não quer mais pensar em juros, porque ''daqui para a frente é só desenvolvimento''.
A fim de evitar frustração de expectativas, conviria aguardar dados mais substanciais a respeito dessa alteração de foco nas preocupações nacionais, porque é o tipo de coisa que não se faz por decreto nem por exercício de voluntarismo.
A virada da agenda, para ser real, carece necessariamente de que os fatos antecipem-se às vontades, até para sustentá-las. Do contrário, fica parecendo que Palocci apenas participa de um esforço para a produção de balanços de fim de ano positivos, com fins meramente propagandísticos.
E ministros da Fazenda têm um nome a zelar. Não podem ser como certos políticos, que dizem uma coisa hoje sem compromisso com o desmentido de amanhã."
Do Jornal do Brasil.
"Fato e ficção
É bonito ver o empenho do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em cercar de otimismo o clima em torno da economia.
Na última reunião do ano do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, na quarta-feira, o ministro disse que não quer mais pensar em juros, porque ''daqui para a frente é só desenvolvimento''.
A fim de evitar frustração de expectativas, conviria aguardar dados mais substanciais a respeito dessa alteração de foco nas preocupações nacionais, porque é o tipo de coisa que não se faz por decreto nem por exercício de voluntarismo.
A virada da agenda, para ser real, carece necessariamente de que os fatos antecipem-se às vontades, até para sustentá-las. Do contrário, fica parecendo que Palocci apenas participa de um esforço para a produção de balanços de fim de ano positivos, com fins meramente propagandísticos.
E ministros da Fazenda têm um nome a zelar. Não podem ser como certos políticos, que dizem uma coisa hoje sem compromisso com o desmentido de amanhã."
Do Jornal do Brasil.
Você sabia?
"Apesar das dificuldades históricas, dobrou o número de negros entre os brasileiros que ganham mais."
"Um levantamento inédito, feito com base em dados do IBGE por economistas do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), é uma fotografia desse avanço. Entre os chefes de família que ganham mais de R$ 1.384 - ou seja, na parcela dos contribuintes do Imposto de Renda -, 14,69% são negros. É a primeira vez que se traduz em números confiáveis a porcentagem de negros na classe média, embora já houvesse indícios de uma lenta mudança racial no topo da pirâmide social brasileira. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, entre 1992 e 2001 quase dobrou, entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, o número dos chefes de família negros. Estatisticamente, são considerados negros a soma dos que se declaram pretos e dos pardos."
Da revista Época.
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Acredite se quiser.
"Apesar das dificuldades históricas, dobrou o número de negros entre os brasileiros que ganham mais."
"Um levantamento inédito, feito com base em dados do IBGE por economistas do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), é uma fotografia desse avanço. Entre os chefes de família que ganham mais de R$ 1.384 - ou seja, na parcela dos contribuintes do Imposto de Renda -, 14,69% são negros. É a primeira vez que se traduz em números confiáveis a porcentagem de negros na classe média, embora já houvesse indícios de uma lenta mudança racial no topo da pirâmide social brasileira. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, entre 1992 e 2001 quase dobrou, entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, o número dos chefes de família negros. Estatisticamente, são considerados negros a soma dos que se declaram pretos e dos pardos."
Da revista Época.
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Acredite se quiser.
Deu na revista Época
"Não bastou: Após polêmica das cotas na Uerj, 40% dos beneficiados deixaram seus cursos antes mesmo do fim do primeiro semestre."
Da Revista Época.
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Acredite se quiser.
"Não bastou: Após polêmica das cotas na Uerj, 40% dos beneficiados deixaram seus cursos antes mesmo do fim do primeiro semestre."
Da Revista Época.
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Acredite se quiser.
Da educação de mercado à educação de supermercado
TAPERISMO: o Ministério da Educação inaugura o Taperismo como padrão. Em vez de sabedoria, assistencialismo e discurso de reparação
Primeira Leitura já disse, mais de uma vez, e reitera ainda esta outra: o ministro da Educação, Cristovam Buarque, é um bom homem. Mas foi engolido pela máquina de demagogia em que se transformou o Ministério da Educação. A pasta, aos poucos, vai se tornando um palco de feitiçarias estatísticas, de experimentalismos pedagógicos e de regressões várias. Vamos ver.
O ministério fez lambança com os números do ensino fundamental em São Paulo, desenvolvendo um critério muito interessante que fazia analfabetas crianças de 0 a 5 anos... Mais ainda: insiste-se em apontar os altos índices de analfabetismo no Brasil sem atentar para o fato de que eles caíram drasticamente, nos últimos 10 anos, na faixa entre 7 e 30 anos, que é o que interessa como medida de economia política.
No caso do Provão, a proposta em curso, para melhorar, teria de evoluir para o que há hoje em dia: ou seja, mudar é regredir. Começa no fato de que o exame deixará de ser universal, o que é um crime de lesa-qualidade, e termina no tal critério de desempenho social para avaliar cursos superiores. O que é isso? Quem avalia? Onde estarão estabelecidos os critérios? Estarão abertas as portas para todo tipo de picaretagem assistencialista.
Agora, vem essa conversa das cotas nas universidades para alunos que obtiveram pelo menos a nota mínima. É um monumento à mediocridade. Os alunos qualificados, vindos de escolas secundárias particulares, conseguirão sua vaga. Os ditos pobres, com nota de corte mínima, terão cota. Ainda, ficamos sabendo, que tenham desempenho inferior a outros que não são candidatos à medida de reparação. Ou seja: a universidade abre mão do critério da excelência, do desempenho e do mérito para se transformar em fator de suposta igualdade social. Conversa, ministro! Não se vai chegar à igualdade por aí e, certamente, vai-se baixar o nível médio dos alunos e, portanto, dos cursos. E não porque os estudantes serão pobres, mas porque serão desinformados.
Ademais, um bom constitucionalista diria que a decisão atenta contra o princípio da igualdade perante a lei previsto na Constituição. Finalmente, sr. Cristovam Buarque, uma das críticas que se faziam ao provão é de que ele atendia, como dizem os esquerdistas universitários, a critérios da economia de mercado. E se via nisso um crime... Pois bem: a tese de que mãe de bom aluno deve ganhar desconto ao fazer as compras domésticas lança a estranha e exótica tese da educação de supermercado.
Aos poucos, o bom Cristovam começa a não se distinguir do ministério que comanda. Em suma: o conjunto das propostas tem aquela feição supostamente progressista. Na prática, é regressão, atraso, nivelamento por baixo. O nome disso é REACIONARISMO. As mudanças, em vez de buscar inclusões, só consolidam desigualdades, criando os cidadãos de primeira classe, que continuarão a se mover pelos próprios meios, e os de segunda classe, que viverão pendurados como massa de manobra dos poderes governamentais e paragovernamentais. Não vê quem não quer.
Qualquer critério de acesso à universidade que não privilegie quem sabe mais concorre para empurrar o país ainda mais para o buraco e para tornar mais ricos os ricos e mais pobres os pobres. O resto é conversa mole, demagogia, mistificação.
O que é mais impressionante, dado o conjunto, é que, tudo somado, o PT, na área social - que é justamente aquela em que se esperava diferença e excelência -, em vez de concorrer para integrar os dois Brasis (o rico e o miserável), vai criando meios, critérios, canais para distingui-los ainda mais. Está em curso, de maneira objetiva, clara, meridiana, uma política oficial de dotar os pobres de instrumentos que lhes permitirão reproduzir, com critérios próprios específicos, a própria miséria. Esse é o sentido de se criar uma certa universidade na cidade de São Paulo, com verba federal, para atender aos ditos excluídos.
Pressente-se que a questão ainda não está clara: não apenas não se estão criando mecanismos de inclusão, como também há um esforço deliberado - não se sabe se consciente, aí é outra coisa - para criar uma espécie de regime de castas no país. Os pobres, se realizados todos os projetos em sua inteireza, teriam a sua própria universidade, a sua própria cultura, os seus próprios valores, o seu próprio universo simbólico. Em condições, claro!, ligeiramente melhores do que as atuais ? o que justificaria o lado social da questão. As trocas simbólicas seriam feitas no interior dessa casta. Reparem como nada disso, rigorosamente nada!, está relacionado com o mundo real, aquele da produção, da competição, do desempate de critérios pela competência. Uma verdadeira Revolução Cultural está em curso.
O tempo, como sempre, vai dizer se trará benefícios para o país. H. L. Mencken já fez picadinho da máxima de que ninguém engana todo mundo o tempo todo. Segundo o mal humorado jornalista americano, isso não é só possível como freqüente."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
TAPERISMO: o Ministério da Educação inaugura o Taperismo como padrão. Em vez de sabedoria, assistencialismo e discurso de reparação
Primeira Leitura já disse, mais de uma vez, e reitera ainda esta outra: o ministro da Educação, Cristovam Buarque, é um bom homem. Mas foi engolido pela máquina de demagogia em que se transformou o Ministério da Educação. A pasta, aos poucos, vai se tornando um palco de feitiçarias estatísticas, de experimentalismos pedagógicos e de regressões várias. Vamos ver.
O ministério fez lambança com os números do ensino fundamental em São Paulo, desenvolvendo um critério muito interessante que fazia analfabetas crianças de 0 a 5 anos... Mais ainda: insiste-se em apontar os altos índices de analfabetismo no Brasil sem atentar para o fato de que eles caíram drasticamente, nos últimos 10 anos, na faixa entre 7 e 30 anos, que é o que interessa como medida de economia política.
No caso do Provão, a proposta em curso, para melhorar, teria de evoluir para o que há hoje em dia: ou seja, mudar é regredir. Começa no fato de que o exame deixará de ser universal, o que é um crime de lesa-qualidade, e termina no tal critério de desempenho social para avaliar cursos superiores. O que é isso? Quem avalia? Onde estarão estabelecidos os critérios? Estarão abertas as portas para todo tipo de picaretagem assistencialista.
Agora, vem essa conversa das cotas nas universidades para alunos que obtiveram pelo menos a nota mínima. É um monumento à mediocridade. Os alunos qualificados, vindos de escolas secundárias particulares, conseguirão sua vaga. Os ditos pobres, com nota de corte mínima, terão cota. Ainda, ficamos sabendo, que tenham desempenho inferior a outros que não são candidatos à medida de reparação. Ou seja: a universidade abre mão do critério da excelência, do desempenho e do mérito para se transformar em fator de suposta igualdade social. Conversa, ministro! Não se vai chegar à igualdade por aí e, certamente, vai-se baixar o nível médio dos alunos e, portanto, dos cursos. E não porque os estudantes serão pobres, mas porque serão desinformados.
Ademais, um bom constitucionalista diria que a decisão atenta contra o princípio da igualdade perante a lei previsto na Constituição. Finalmente, sr. Cristovam Buarque, uma das críticas que se faziam ao provão é de que ele atendia, como dizem os esquerdistas universitários, a critérios da economia de mercado. E se via nisso um crime... Pois bem: a tese de que mãe de bom aluno deve ganhar desconto ao fazer as compras domésticas lança a estranha e exótica tese da educação de supermercado.
Aos poucos, o bom Cristovam começa a não se distinguir do ministério que comanda. Em suma: o conjunto das propostas tem aquela feição supostamente progressista. Na prática, é regressão, atraso, nivelamento por baixo. O nome disso é REACIONARISMO. As mudanças, em vez de buscar inclusões, só consolidam desigualdades, criando os cidadãos de primeira classe, que continuarão a se mover pelos próprios meios, e os de segunda classe, que viverão pendurados como massa de manobra dos poderes governamentais e paragovernamentais. Não vê quem não quer.
Qualquer critério de acesso à universidade que não privilegie quem sabe mais concorre para empurrar o país ainda mais para o buraco e para tornar mais ricos os ricos e mais pobres os pobres. O resto é conversa mole, demagogia, mistificação.
O que é mais impressionante, dado o conjunto, é que, tudo somado, o PT, na área social - que é justamente aquela em que se esperava diferença e excelência -, em vez de concorrer para integrar os dois Brasis (o rico e o miserável), vai criando meios, critérios, canais para distingui-los ainda mais. Está em curso, de maneira objetiva, clara, meridiana, uma política oficial de dotar os pobres de instrumentos que lhes permitirão reproduzir, com critérios próprios específicos, a própria miséria. Esse é o sentido de se criar uma certa universidade na cidade de São Paulo, com verba federal, para atender aos ditos excluídos.
Pressente-se que a questão ainda não está clara: não apenas não se estão criando mecanismos de inclusão, como também há um esforço deliberado - não se sabe se consciente, aí é outra coisa - para criar uma espécie de regime de castas no país. Os pobres, se realizados todos os projetos em sua inteireza, teriam a sua própria universidade, a sua própria cultura, os seus próprios valores, o seu próprio universo simbólico. Em condições, claro!, ligeiramente melhores do que as atuais ? o que justificaria o lado social da questão. As trocas simbólicas seriam feitas no interior dessa casta. Reparem como nada disso, rigorosamente nada!, está relacionado com o mundo real, aquele da produção, da competição, do desempate de critérios pela competência. Uma verdadeira Revolução Cultural está em curso.
O tempo, como sempre, vai dizer se trará benefícios para o país. H. L. Mencken já fez picadinho da máxima de que ninguém engana todo mundo o tempo todo. Segundo o mal humorado jornalista americano, isso não é só possível como freqüente."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
Multi-diversidade cultural
"Um paquistanês foi condenado a ser deixado cego com ácido depois de a Justiça tê-lo considerado culpado de haver feito o mesmo com sua ex-noiva. Mohammad Sajid jogou ácido em Rabia Bibi em junho, depois de os pais dela terem rompido o noivado entre os dois e terem oferecido a mão da moça para um outro homem."
Do Em Tempo Real.
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Acredite se quiser.
"Um paquistanês foi condenado a ser deixado cego com ácido depois de a Justiça tê-lo considerado culpado de haver feito o mesmo com sua ex-noiva. Mohammad Sajid jogou ácido em Rabia Bibi em junho, depois de os pais dela terem rompido o noivado entre os dois e terem oferecido a mão da moça para um outro homem."
Do Em Tempo Real.
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Acredite se quiser.
Zeca do PT ganha 100% de aumento: salário vai a R$ 15 mil
"A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou ontem um aumento salarial de 100% para o governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, 13 secretários de estado e o vice-governador, Egon Krakhecke. Zeca receberá, a partir de janeiro, R$ 15 mil. Os secretários e o vice ganharão, respectivamente, R$ 10,5 mil e R$ 12 mil.
O líder do governo na Assembléia, Ary Rigo (PDT), disse que o reajuste foi necessário por causa dos subtetos estabelecidos pela Reforma da Previdência, aprovada ontem em segundo turno pelo Senado: como os funcionários do Executivo não podem ganhar mais que o governador, delegados de polícia, agentes tributários e fiscais do Estado teriam o salário reduzido.
O secretário estadual de Gestão Pública, Ronaldo Franco, afirmou que o reajuste não foi iniciativa do governo, mas dessas três categorias, que fizeram um apelo à Assembléia."
Do Em Tempo Real.
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Acredite se quiser.
"A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou ontem um aumento salarial de 100% para o governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, 13 secretários de estado e o vice-governador, Egon Krakhecke. Zeca receberá, a partir de janeiro, R$ 15 mil. Os secretários e o vice ganharão, respectivamente, R$ 10,5 mil e R$ 12 mil.
O líder do governo na Assembléia, Ary Rigo (PDT), disse que o reajuste foi necessário por causa dos subtetos estabelecidos pela Reforma da Previdência, aprovada ontem em segundo turno pelo Senado: como os funcionários do Executivo não podem ganhar mais que o governador, delegados de polícia, agentes tributários e fiscais do Estado teriam o salário reduzido.
O secretário estadual de Gestão Pública, Ronaldo Franco, afirmou que o reajuste não foi iniciativa do governo, mas dessas três categorias, que fizeram um apelo à Assembléia."
Do Em Tempo Real.
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Acredite se quiser.
11.12.03
Ministério Público vai denunciar Benedita por improbidade administrativa - ATUALIZADO
"O Ministério Público Federal vai apresentar denúncia nesta quinta-feira contra a ministra da Assistência Social, Benedita da Silva, por improbidade administrativa. A denúncia será ajuizada pelos procuradores Eduardo Botão Pelella e Ronaldo Pinheiro de Queiroz por causa da viagem feita pela ministra, no mês de setembro, para participar de um encontro religioso na Argentina, com passagens pagas pelos cofres públicos, conforme publicado com exclusividade pelo jornal "O Globo". A autorização para a viagem foi publicada no Diário Oficial da União do dia 24 de setembro e assinada pelo presidente da República em exercício, José Alencar."
Do O Globo.
"O Ministério Público Federal entrou, nesta quinta-feira, com ação contra a ministra Benedita da Silva (Assistência Social) e duas assessoras por improbidade administrativa. Elas são acusadas de enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação da administração pública por supostas irregularidades em viagens à Argentina, a Portugal e aos Estados Unidos. Se forem condenadas, as três poderão ter os direitos políticos suspensos por oito anos, perder o cargo público e ser obrigadas a ressarcir os prejuízos, além de estar sujeitas a multa. A denúncia foi ajuizada pelos procuradores Eduardo Botão Pelella e Ronaldo Pinheiro de Queiroz.
Em 24 de setembro, Benedita viajou a Buenos Aires para participar de um encontro religioso. As despesas de hospedagem foram pagas pelo organizador do evento, mas as passagens foram financiadas com dinheiro público. Quando a irregularidade foi divulgada, a ministra alegou ter viajado a fim de se reunir com a ministra do Desenvolvimento Social da Argentina, Alicia Kirchner. O governo argentino, no entanto, desmentiu Benedita. O encontro oficial só foi marcado depois que a autorização para a viagem havia sido publicada no Diário Oficial da União. Depois de muitas críticas, a ministra acabou ressarcindo o Tesouro.
Antes, entre maio e junho, Benedita já havia ido a Lisboa para participar de um evento chamado Dia da África, também com caráter religioso. Nessa viagem, ela pagou seu transporte, mas levou a assessora Ellen Márcia Peres, cujas despesas, R$ 7.000, foram pagas pelo governo.
Na outra viagem, aos Estados Unidos, a ministra participou de um evento promovido pelo Banco Mundial (BID), em Washington. Nesse caso, ela antecipou a viagem em cinco dias e ficou no hotel mais tempo do que o necessário, com as despesas pagas pelos cofres públicos. Para justificar a antecipação de sua chegada aos EUA, Benedita disse ter sido convidada a dar uma palestra em Nova York a pedido de organização não-governamental que apóia os movimentos negros. Nessa viagem, quem acompanhou a ministra foi a assessora Valéria Vieira de Moraes, que, a exemplo de Benedita, também teve as despesas pagas pelo Tesouro. A extensão da viagem custou R$ 9.000 extras ao cofre público."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
"O Ministério Público Federal vai apresentar denúncia nesta quinta-feira contra a ministra da Assistência Social, Benedita da Silva, por improbidade administrativa. A denúncia será ajuizada pelos procuradores Eduardo Botão Pelella e Ronaldo Pinheiro de Queiroz por causa da viagem feita pela ministra, no mês de setembro, para participar de um encontro religioso na Argentina, com passagens pagas pelos cofres públicos, conforme publicado com exclusividade pelo jornal "O Globo". A autorização para a viagem foi publicada no Diário Oficial da União do dia 24 de setembro e assinada pelo presidente da República em exercício, José Alencar."
Do O Globo.
"O Ministério Público Federal entrou, nesta quinta-feira, com ação contra a ministra Benedita da Silva (Assistência Social) e duas assessoras por improbidade administrativa. Elas são acusadas de enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação da administração pública por supostas irregularidades em viagens à Argentina, a Portugal e aos Estados Unidos. Se forem condenadas, as três poderão ter os direitos políticos suspensos por oito anos, perder o cargo público e ser obrigadas a ressarcir os prejuízos, além de estar sujeitas a multa. A denúncia foi ajuizada pelos procuradores Eduardo Botão Pelella e Ronaldo Pinheiro de Queiroz.
Em 24 de setembro, Benedita viajou a Buenos Aires para participar de um encontro religioso. As despesas de hospedagem foram pagas pelo organizador do evento, mas as passagens foram financiadas com dinheiro público. Quando a irregularidade foi divulgada, a ministra alegou ter viajado a fim de se reunir com a ministra do Desenvolvimento Social da Argentina, Alicia Kirchner. O governo argentino, no entanto, desmentiu Benedita. O encontro oficial só foi marcado depois que a autorização para a viagem havia sido publicada no Diário Oficial da União. Depois de muitas críticas, a ministra acabou ressarcindo o Tesouro.
Antes, entre maio e junho, Benedita já havia ido a Lisboa para participar de um evento chamado Dia da África, também com caráter religioso. Nessa viagem, ela pagou seu transporte, mas levou a assessora Ellen Márcia Peres, cujas despesas, R$ 7.000, foram pagas pelo governo.
Na outra viagem, aos Estados Unidos, a ministra participou de um evento promovido pelo Banco Mundial (BID), em Washington. Nesse caso, ela antecipou a viagem em cinco dias e ficou no hotel mais tempo do que o necessário, com as despesas pagas pelos cofres públicos. Para justificar a antecipação de sua chegada aos EUA, Benedita disse ter sido convidada a dar uma palestra em Nova York a pedido de organização não-governamental que apóia os movimentos negros. Nessa viagem, quem acompanhou a ministra foi a assessora Valéria Vieira de Moraes, que, a exemplo de Benedita, também teve as despesas pagas pelo Tesouro. A extensão da viagem custou R$ 9.000 extras ao cofre público."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
Graziano lidera corrida ao Troféu Berzoini de Crueldade
"BRASÍLIA - O PFL apresentou nesta quinta-feira a estatueta que será entregue ao vencedor do Troféu Berzoini de Crueldade, que está sendo escolhido pelos internautas numa votação através do site do partido. Até agora, o ministro da Segurança Alimentar, José Graziano, lidera a preferência, com 100 votos, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em terceiro lugar vem o ministro do Trabalho, Jaques Wagner. Em quarto, o ministro da Saúde, Humberto Costa; em quinto, o ministro da Casa Civil, José Dirceu. O nome do vencedor será anunciado em janeiro.
O troféu, feito em cerâmica, foi desenhado pelo artista plástico pernambucano José Ferreira. De um dos lados, traz a imagem de um diabo e do outro, de um animal que fica entre o lobo e um burro."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
"BRASÍLIA - O PFL apresentou nesta quinta-feira a estatueta que será entregue ao vencedor do Troféu Berzoini de Crueldade, que está sendo escolhido pelos internautas numa votação através do site do partido. Até agora, o ministro da Segurança Alimentar, José Graziano, lidera a preferência, com 100 votos, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em terceiro lugar vem o ministro do Trabalho, Jaques Wagner. Em quarto, o ministro da Saúde, Humberto Costa; em quinto, o ministro da Casa Civil, José Dirceu. O nome do vencedor será anunciado em janeiro.
O troféu, feito em cerâmica, foi desenhado pelo artista plástico pernambucano José Ferreira. De um dos lados, traz a imagem de um diabo e do outro, de um animal que fica entre o lobo e um burro."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
Empresariado vê perigo em gestão da web defendida pelo Brasil
"Para muita gente, pensar em criar uma organização internacional para cuidar da internet não faz o menor sentido. É o caso da secretária-geral da ICC (Câmara Internacional de Comércio), Maria Cattaui, que disse nesta quarta-feira em Genebra que falar neste tipo de coisa é até "perigoso".
Para outros, como o secretário-adjunto de Política da Informática do Ministério da Ciência e da Tecnologia, Arthur Pereira Nunes, a criação de uma organização que desempenhe esta função é fundamental.
O tema da governança foi um dos que ameaçaram azedar a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, que está sendo realizada em Genebra, na Suíça. Então, como dois participantes com visões tão diferentes ficaram satisfeitos com o trecho do documento final que trata do assunto?
A solução encontrada pelos participantes foi nem partir para os passos concretos nem enterrar a idéia de uma vez, mas sim de criar uma força-tarefa coordenada pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, a fim de estudar o assunto e voltar a debater o tema em 2005, na Tunísia, quando ocorre a segunda parte da cúpula.
Consenso
Parece pouco. Quem defende a criação desta entidade --hoje o que há de mais próximo a um órgão regulador da internet é a Icann, uma empresa semi-privada americana-- pode ficar decepcionado com o consenso a que se chegou.
A impressão tende a se reforçar quando se constata que Cattaui e Nunes, apesar de terem posições tão divergentes sobre o tema, se declararam satisfeitos com o resultado das discussões.
Cattaui disse que internet funciona na base da coordenação e cooperação, e não sob controle de autoridades, nacionais ou supranacionais.
"Do ponto-de-vista da comunidade empresarial, ainda é prematuro falar de uma organização internacional com esse fim", disse ela.
O consenso foi, portanto, uma vitória de quem acha que o tempo vai matar a idéia?
Não na visão de Arthur Nunes. Ele comemora o fato de que pelo menos o tema, caro ao governo brasileiro, entrou para valer na agenda internacional.
"Os primeiros documentos eram piores", disse ele, referindo-se aos rascunhos da Declaração Final. "Havia muita gente radical que não queria falar no assunto, mexer no status quo."
A idéia defendida pelo governo brasileiro é criar, a nível global, uma entidade parecida com o Comitê Gestor da Internet, que reúne o governo, o setor privado e a sociedade civil."
da Folha On Line.
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Convém lembrar que Cuba, assim como o Brasil, defende o controle da internet, conforme já postado aqui.
Acredite se quiser.
"Para muita gente, pensar em criar uma organização internacional para cuidar da internet não faz o menor sentido. É o caso da secretária-geral da ICC (Câmara Internacional de Comércio), Maria Cattaui, que disse nesta quarta-feira em Genebra que falar neste tipo de coisa é até "perigoso".
Para outros, como o secretário-adjunto de Política da Informática do Ministério da Ciência e da Tecnologia, Arthur Pereira Nunes, a criação de uma organização que desempenhe esta função é fundamental.
O tema da governança foi um dos que ameaçaram azedar a Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, que está sendo realizada em Genebra, na Suíça. Então, como dois participantes com visões tão diferentes ficaram satisfeitos com o trecho do documento final que trata do assunto?
A solução encontrada pelos participantes foi nem partir para os passos concretos nem enterrar a idéia de uma vez, mas sim de criar uma força-tarefa coordenada pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, a fim de estudar o assunto e voltar a debater o tema em 2005, na Tunísia, quando ocorre a segunda parte da cúpula.
Consenso
Parece pouco. Quem defende a criação desta entidade --hoje o que há de mais próximo a um órgão regulador da internet é a Icann, uma empresa semi-privada americana-- pode ficar decepcionado com o consenso a que se chegou.
A impressão tende a se reforçar quando se constata que Cattaui e Nunes, apesar de terem posições tão divergentes sobre o tema, se declararam satisfeitos com o resultado das discussões.
Cattaui disse que internet funciona na base da coordenação e cooperação, e não sob controle de autoridades, nacionais ou supranacionais.
"Do ponto-de-vista da comunidade empresarial, ainda é prematuro falar de uma organização internacional com esse fim", disse ela.
O consenso foi, portanto, uma vitória de quem acha que o tempo vai matar a idéia?
Não na visão de Arthur Nunes. Ele comemora o fato de que pelo menos o tema, caro ao governo brasileiro, entrou para valer na agenda internacional.
"Os primeiros documentos eram piores", disse ele, referindo-se aos rascunhos da Declaração Final. "Havia muita gente radical que não queria falar no assunto, mexer no status quo."
A idéia defendida pelo governo brasileiro é criar, a nível global, uma entidade parecida com o Comitê Gestor da Internet, que reúne o governo, o setor privado e a sociedade civil."
da Folha On Line.
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Convém lembrar que Cuba, assim como o Brasil, defende o controle da internet, conforme já postado aqui.
Acredite se quiser.
Empresários pedem mudança na nova Cofins
"A Medida Provisória que altera a cobrança da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) foi duramente criticada nesta quarta-feira por um grupo de empresários presente à audiência pública do Senado, convocada para debater o tema. Os empresários pediram mudanças no texto. Roberto Nogueira, diretor da Ação Empresarial, classificou de "escandalosa" a alíquota de 7,6%. Segundo ele, as práticas do atual governo mantêm a "política de ditadura" da Receita Federal. "Estamos vivendo um retrocesso em matéria tributária com visão única de caixa", disse.
Durante quase quatro horas, empresários e parlamentares da PFL e PSDB criticaram o fato de que os setores com maior geração de mão-de-obra serão os mais prejudicados. Os empresários defenderam uma mobilização dos parlamentares para garantir um tratamento diferenciado para o setor de serviços.
De acordo com Nogueira, estudos da Ação Empresarial mostram que a alíquota "adequada" para a Cofins seria de 6,1%. Mesmo assim, ainda seria alta para o setor de serviços. A Medida Provisória estabelece o fim da cumulatividade da Cofins e eleva a alíquota de 3% para 7,6%. Caso a MP seja aprovada, a nova alíquota entra em vigor em 1º de fevereiro.
O diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) Irineu Gouvêa disse que os empresários não estão sendo ouvidos pelo Executivo e previu aumento da informalidade entre as empresas do setor. "Esse mercado cinza que hoje representa 70% a 75% vai aumentar", disse. Segundo o empresário, "a área de informática e software foi atingida por míssil real e pesado por essa MP".
A Ação Empresarial calcula que a receita extra com a Cofins chegará a R$ 10 bilhões no ano que vem. O governo admite no máximo R$ 4 bilhões a mais de fevereiro a dezembro do ano que vem.
Conselhão
Integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (o "Conselhão") encaminharam documento ao governo pedindo uma "válvula de escape" na MP da Cofins, para aliviar a carga tributária dos setores prejudicados pelo aumento da alíquota.
Evitando caracterizar um choque com o governo, o secretário especial do conselho, Tarso Genro, disse que está apenas atuando como intermediário da proposta. Genro mantém a posição do governo segundo a qual a nova Cofins não trará aumento de carga tributária.
O conselho quer medidas que aliviem a folha de pagamentos. Na proposta encaminhada, o que governo vier a arrecadar a mais com a cobrança da contribuição sobre os importados, deve ser usado como "crédito compensatório para ajustes setoriais". Os conselheiros pedem também que a MP dê crédito de Cofins a título de depreciação de equipamentos importados sem similar nacional e que, da base de cálculo da Cofins, possam ser abatidos os serviços utilizados por empresas sujeitas a contribuição não cumulativa.
O documento também traz propostas para problemas específicos que possam surgir com a nova Cofins, como os contratos de longo prazo dentro da atual lei. Com a mudança no cálculo, essas empresas passariam a conviver com dois regimes diferentes. A proposta é que seja concedido um crédito presumido proporcional ao aumento do tributo na nova legislação. O documento ainda propõe que segmentos que mais sofrerão a nova alíquota sejam mantidos no atual regime. Educação, informática e tecnologia, administradoras de consórcios, transportes, indústria da construção civil e mercado imobiliário constam da lista encaminhada ao governo."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
"A Medida Provisória que altera a cobrança da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) foi duramente criticada nesta quarta-feira por um grupo de empresários presente à audiência pública do Senado, convocada para debater o tema. Os empresários pediram mudanças no texto. Roberto Nogueira, diretor da Ação Empresarial, classificou de "escandalosa" a alíquota de 7,6%. Segundo ele, as práticas do atual governo mantêm a "política de ditadura" da Receita Federal. "Estamos vivendo um retrocesso em matéria tributária com visão única de caixa", disse.
Durante quase quatro horas, empresários e parlamentares da PFL e PSDB criticaram o fato de que os setores com maior geração de mão-de-obra serão os mais prejudicados. Os empresários defenderam uma mobilização dos parlamentares para garantir um tratamento diferenciado para o setor de serviços.
De acordo com Nogueira, estudos da Ação Empresarial mostram que a alíquota "adequada" para a Cofins seria de 6,1%. Mesmo assim, ainda seria alta para o setor de serviços. A Medida Provisória estabelece o fim da cumulatividade da Cofins e eleva a alíquota de 3% para 7,6%. Caso a MP seja aprovada, a nova alíquota entra em vigor em 1º de fevereiro.
O diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) Irineu Gouvêa disse que os empresários não estão sendo ouvidos pelo Executivo e previu aumento da informalidade entre as empresas do setor. "Esse mercado cinza que hoje representa 70% a 75% vai aumentar", disse. Segundo o empresário, "a área de informática e software foi atingida por míssil real e pesado por essa MP".
A Ação Empresarial calcula que a receita extra com a Cofins chegará a R$ 10 bilhões no ano que vem. O governo admite no máximo R$ 4 bilhões a mais de fevereiro a dezembro do ano que vem.
Conselhão
Integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (o "Conselhão") encaminharam documento ao governo pedindo uma "válvula de escape" na MP da Cofins, para aliviar a carga tributária dos setores prejudicados pelo aumento da alíquota.
Evitando caracterizar um choque com o governo, o secretário especial do conselho, Tarso Genro, disse que está apenas atuando como intermediário da proposta. Genro mantém a posição do governo segundo a qual a nova Cofins não trará aumento de carga tributária.
O conselho quer medidas que aliviem a folha de pagamentos. Na proposta encaminhada, o que governo vier a arrecadar a mais com a cobrança da contribuição sobre os importados, deve ser usado como "crédito compensatório para ajustes setoriais". Os conselheiros pedem também que a MP dê crédito de Cofins a título de depreciação de equipamentos importados sem similar nacional e que, da base de cálculo da Cofins, possam ser abatidos os serviços utilizados por empresas sujeitas a contribuição não cumulativa.
O documento também traz propostas para problemas específicos que possam surgir com a nova Cofins, como os contratos de longo prazo dentro da atual lei. Com a mudança no cálculo, essas empresas passariam a conviver com dois regimes diferentes. A proposta é que seja concedido um crédito presumido proporcional ao aumento do tributo na nova legislação. O documento ainda propõe que segmentos que mais sofrerão a nova alíquota sejam mantidos no atual regime. Educação, informática e tecnologia, administradoras de consórcios, transportes, indústria da construção civil e mercado imobiliário constam da lista encaminhada ao governo."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
C.q.d.: só sobraram a CPMF e a DRU
"No dia em que o governo teve de ceder muito além do que já havia cedido para viabilizar a aprovação, a toque de caixa, da reforma tributária, ficou claro que, de todas as boas intenções anunciadas durante meses, só restou o que é necessário ao caixa imediatamente: a prorrogação da CPMF, a contribuição sobre movimentação financeira, até 2006, e a manutenção da DRU, que permite remanejar livremente 20% das receitas orçamentárias não-carimbadas, também por dois anos.
A reforma, como sempre se alertou neste site, foi desidratada, fatiada, desmontada para atender à lógica do caixa. E não é a única peça a fazê-lo. Deve ser vista como um "pacote", que inclui a prorrogação da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda da Pessoa Física e o aumento da alíquota da Cofins para 7,6%, sob o pretexto de acabar com a cumulatividade.
O resultado desse pacote é, sem delongas, mais carga tributária. Empresas que hoje pagam 3% de Cofins e não se encaixam nos setores em que há cumulatividade, como o de serviços, terão a carga elevada em mais de duas vezes. Quem paga 27,5% de IR continuará pagando, só que sem correção da tabela de descontos – o que equivale a pagar mais.
É grande a insatisfação com a reforma entre empresários, comerciantes e contribuintes em geral. O acordo conseguido nesta quinta se deve ao fato de o governo ter feito concessões aos governadores, como a antecipação do Fundo de Desenvolvimento Regional – ainda que a guerra fiscal continue por pelo menos mais 11 longos anos – à oposição e até aos municípios, de última hora.
Ou seja: só quem sairá ganhando com a reforma serão apenas os governos, que arrecadarão mais. O governo federal queria arrecadar tudo sozinho, mas teve de dividir um pedaço do bolo para poder aprovar a reforma. Tanta despesa extra gerada com o aumento do FPM e a criação do Fundo Regional terá de ser compensada com mais receita. Virá, claro, dos mecanismos já citados de aumento da carga tributária e de outros que já começam a ser urdidas, como o eventual aumento da alíquota da Cide.
Por isso é que declarações como a do ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral), que devem começar a pipocar assim que a pseudo-reforma for aprovada, não fazem o menor sentido. Dulci louvou o fim da guerra fiscal, a desoneração das exportações e a redução de impostos sobre a cesta básica. A guerra fiscal, já se viu, ganhou sobrevida, a desoneração da cesta básica fica para 2005 e a das exportações dependerá da volta da reforma à Câmara.
Todas as palavras bonitas de Dulci são só mesmo palavras, sem significado nenhum, e cujo objetivo é faturar politicamente com uma reforma pífia, totalmente voltada para o fiscalismo e sem nenhum efeito estimulante sobre o crescimento. Será aprovada, assim como a da Previdência, nesse fim de ano corrido do Senado, mas o efeito para a economia será apenas mais aperto fiscal, mais carga tributária."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
"No dia em que o governo teve de ceder muito além do que já havia cedido para viabilizar a aprovação, a toque de caixa, da reforma tributária, ficou claro que, de todas as boas intenções anunciadas durante meses, só restou o que é necessário ao caixa imediatamente: a prorrogação da CPMF, a contribuição sobre movimentação financeira, até 2006, e a manutenção da DRU, que permite remanejar livremente 20% das receitas orçamentárias não-carimbadas, também por dois anos.
A reforma, como sempre se alertou neste site, foi desidratada, fatiada, desmontada para atender à lógica do caixa. E não é a única peça a fazê-lo. Deve ser vista como um "pacote", que inclui a prorrogação da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda da Pessoa Física e o aumento da alíquota da Cofins para 7,6%, sob o pretexto de acabar com a cumulatividade.
O resultado desse pacote é, sem delongas, mais carga tributária. Empresas que hoje pagam 3% de Cofins e não se encaixam nos setores em que há cumulatividade, como o de serviços, terão a carga elevada em mais de duas vezes. Quem paga 27,5% de IR continuará pagando, só que sem correção da tabela de descontos – o que equivale a pagar mais.
É grande a insatisfação com a reforma entre empresários, comerciantes e contribuintes em geral. O acordo conseguido nesta quinta se deve ao fato de o governo ter feito concessões aos governadores, como a antecipação do Fundo de Desenvolvimento Regional – ainda que a guerra fiscal continue por pelo menos mais 11 longos anos – à oposição e até aos municípios, de última hora.
Ou seja: só quem sairá ganhando com a reforma serão apenas os governos, que arrecadarão mais. O governo federal queria arrecadar tudo sozinho, mas teve de dividir um pedaço do bolo para poder aprovar a reforma. Tanta despesa extra gerada com o aumento do FPM e a criação do Fundo Regional terá de ser compensada com mais receita. Virá, claro, dos mecanismos já citados de aumento da carga tributária e de outros que já começam a ser urdidas, como o eventual aumento da alíquota da Cide.
Por isso é que declarações como a do ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral), que devem começar a pipocar assim que a pseudo-reforma for aprovada, não fazem o menor sentido. Dulci louvou o fim da guerra fiscal, a desoneração das exportações e a redução de impostos sobre a cesta básica. A guerra fiscal, já se viu, ganhou sobrevida, a desoneração da cesta básica fica para 2005 e a das exportações dependerá da volta da reforma à Câmara.
Todas as palavras bonitas de Dulci são só mesmo palavras, sem significado nenhum, e cujo objetivo é faturar politicamente com uma reforma pífia, totalmente voltada para o fiscalismo e sem nenhum efeito estimulante sobre o crescimento. Será aprovada, assim como a da Previdência, nesse fim de ano corrido do Senado, mas o efeito para a economia será apenas mais aperto fiscal, mais carga tributária."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
Amorim rebate as críticas à política externa
"O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, saiu em defesa da política externa do governo nesta quarta-feira. Amorim deu entrevista antes de a delegação brasileira que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar Trípoli, na Líbia. Segundo ele, o Brasil, manterá a postura independente em relação a assuntos polêmicos, como a desocupação do Iraque pelos Estados Unidos e dos territórios palestinos por Israel. "Quem não tem posição própria não é chamado a discutir nada", disse.
Também declarou, questionado sobre eventuais prejuízos comerciais que isso possa trazer ao Brasil, por conta do descontentamento dos Estados Unidos, que o país "não trocará princípios por produtos".
As declarações de Amorim ocorrem no momento em que a política externa do governo é alvo de fortes críticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia dito na terça-feira, perante 22 representantes da Liga Árabe, que o presidente americano George W. Bush cometeu "um erro" ao invadir o Iraque e que as eleições nos Estados Unidos o estariam impedindo de reconhecer esse erro.
Amorim também teve de explicar a agenda de Lula em países governados por regimes absolutistas. Instado a responder por que Lula não criticou a falta de democracia na Líbia, Amorim afirmou que o presidente não fez a visita ao país para dar lições e que o Brasil tem mantido conversações com vários governos, democráticos ou não. O ministro afirmou que não foi idéia de Lula a participação dos ex-presidentes Daniel Ortega, da Nicarágua, e Bem Bella, da Argélia, no jantar com o ditador líbio Muamar Kadafi, no poder há 34 anos.
Amorim também comentou a decisão dos Estados Unidos de retirar o Brasil do grupo de 63 países que poderão participar da reconstrução do Iraque (leia nesta edição). Amorim defendeu que a política externa brasileira não deve seguir necessariamente a lógica comercial. Segundo ele, a lista "é mais um motivo para que o Iraque obtenha a sua soberania".
Amorim, ao saber que o Brasil está entre os excluídos da lista, lamentou o fato, mas disse que o país pode participar da reconstrução do Iraque por meio de joint-ventures com os países que podem participar da concorrência. Além disso, defendeu a idéia de que a aproximação do presidente Lula dos países árabes não afasta o Brasil dos Estados Unidos.
O chanceler insistiu em argumentar que não há nenhum componente ideológico na visita presidencial ao país, mas apenas interesses nas oportunidades de negócios abertas com a eliminação total das sanções econômicas aplicadas pelas Nações Unidas ao país, desde 1992.
A passagem de Lula pelo Oriente Médio deu origem a novas críticas à política externa do presidente. Em entrevista publicada nesta quarta pelo jornal O Estado de S.Paulo, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer declarou que Lula faz diplomacia "para a torcida", o que "afeta o interesse nacional".
Lafer alerta para o risco de "complicar a vida" ao transpor para a política externa "sua visão sindicalista de operário versus patrão". Segundo ele, "o cenário internacional é um pouco mais complexo, mais diversificado e mais pluralista que isso". O ex-chanceler concentrou as críticas às visitas à Síria e à Líbia, países que "não são modelos de convivência coletiva", na classificação de Lafer.
O ex-ministro criticou também o caráter comercial da viagem de Lula. "É claro que temos que criar oportunidades. Mas para fazer isso não precisa de uma viagem presidencial, que tem um componente simbólico", afirmou Lafer. "Tem o ministro do Desenvolvimento, que faz isso há muito tempo. Fazer essa viagem no primeiro ano de governo, quando se está definindo seu campo, é um equívoco de prioridade. Se eu fosse o presidente iria primeiro à China e Índia."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
"O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, saiu em defesa da política externa do governo nesta quarta-feira. Amorim deu entrevista antes de a delegação brasileira que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar Trípoli, na Líbia. Segundo ele, o Brasil, manterá a postura independente em relação a assuntos polêmicos, como a desocupação do Iraque pelos Estados Unidos e dos territórios palestinos por Israel. "Quem não tem posição própria não é chamado a discutir nada", disse.
Também declarou, questionado sobre eventuais prejuízos comerciais que isso possa trazer ao Brasil, por conta do descontentamento dos Estados Unidos, que o país "não trocará princípios por produtos".
As declarações de Amorim ocorrem no momento em que a política externa do governo é alvo de fortes críticas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia dito na terça-feira, perante 22 representantes da Liga Árabe, que o presidente americano George W. Bush cometeu "um erro" ao invadir o Iraque e que as eleições nos Estados Unidos o estariam impedindo de reconhecer esse erro.
Amorim também teve de explicar a agenda de Lula em países governados por regimes absolutistas. Instado a responder por que Lula não criticou a falta de democracia na Líbia, Amorim afirmou que o presidente não fez a visita ao país para dar lições e que o Brasil tem mantido conversações com vários governos, democráticos ou não. O ministro afirmou que não foi idéia de Lula a participação dos ex-presidentes Daniel Ortega, da Nicarágua, e Bem Bella, da Argélia, no jantar com o ditador líbio Muamar Kadafi, no poder há 34 anos.
Amorim também comentou a decisão dos Estados Unidos de retirar o Brasil do grupo de 63 países que poderão participar da reconstrução do Iraque (leia nesta edição). Amorim defendeu que a política externa brasileira não deve seguir necessariamente a lógica comercial. Segundo ele, a lista "é mais um motivo para que o Iraque obtenha a sua soberania".
Amorim, ao saber que o Brasil está entre os excluídos da lista, lamentou o fato, mas disse que o país pode participar da reconstrução do Iraque por meio de joint-ventures com os países que podem participar da concorrência. Além disso, defendeu a idéia de que a aproximação do presidente Lula dos países árabes não afasta o Brasil dos Estados Unidos.
O chanceler insistiu em argumentar que não há nenhum componente ideológico na visita presidencial ao país, mas apenas interesses nas oportunidades de negócios abertas com a eliminação total das sanções econômicas aplicadas pelas Nações Unidas ao país, desde 1992.
A passagem de Lula pelo Oriente Médio deu origem a novas críticas à política externa do presidente. Em entrevista publicada nesta quarta pelo jornal O Estado de S.Paulo, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer declarou que Lula faz diplomacia "para a torcida", o que "afeta o interesse nacional".
Lafer alerta para o risco de "complicar a vida" ao transpor para a política externa "sua visão sindicalista de operário versus patrão". Segundo ele, "o cenário internacional é um pouco mais complexo, mais diversificado e mais pluralista que isso". O ex-chanceler concentrou as críticas às visitas à Síria e à Líbia, países que "não são modelos de convivência coletiva", na classificação de Lafer.
O ex-ministro criticou também o caráter comercial da viagem de Lula. "É claro que temos que criar oportunidades. Mas para fazer isso não precisa de uma viagem presidencial, que tem um componente simbólico", afirmou Lafer. "Tem o ministro do Desenvolvimento, que faz isso há muito tempo. Fazer essa viagem no primeiro ano de governo, quando se está definindo seu campo, é um equívoco de prioridade. Se eu fosse o presidente iria primeiro à China e Índia."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
Amorim perdeu o eixo
"Celso Amorim, tido por bom diplomata, revela-se um mau político, o que lança, é inevitável que se diga, uma sombra sobre a primeira condição. Deve estar a refletir sobre a Caixa de Pandora que abriu com essa tal diplomacia presidencial. Agora, resta à turma do gargarejo, aqui no Brasil, explicar o que faz Lula, mundo agora, fotografado em companhia de ditadores sanguinários. É no que deu o entusiasmo do improviso. A linguagem tristemente defensiva do embaixador diz tudo. O que era para ser um golpe de marketing em escala mundial revelou-se como o que é de fato: farsa infantil, regressão ao paradigma da década de 60.
Vamos ver. Diz Amorim, cheio de brios, que o Brasil não se rende a interesses comerciais - referindo-se à relação com os EUA - e, por isso, não se abstém de fazer comentários desairosos à política de Washington. Ok, sr. ministro, belo e meritório. Isso quer dizer que o pragmatismo, no caso, não serve como medida. Mas não seria o pragmatismo a justificativa para que Lula faça o seu tour por ditaduras, na certeza de que os interesses do Brasil não devem olhar o QUEM, mas apenas o QUÊ? Primeira Leitura publicaria de bom grado a resposta do ministro Amorim para o seguinte paradoxo se ele a tivesse: quer dizer que, na contramão do pragmatismo, por princípio, o Brasil ataca a política externa americana e, por pragmatismo, flerta com regimes totalitários? É isso, sr. Amorim? Quer dizer que, quando se trata de apelar a princípios, o nosso adversário são os EUA e, quando se trata de agir com a cautela dos negociantes, o nosso parceiro é Líbia? Pfui...
Mas vamos adiante: quer Amorim que Lula não se manifesta sobre os valores democráticos na ditaduras visitadas porque não lhe cabe ser mestre-escola de ninguém, dando pitaco em assuntos internos dos outros países. Huuummmm, vá lá. O ministro parece estar sendo quase acaciano. Mas o que faz Lula a especular sobre as razões — segundo ele, eleitorais - para que Bush não reconheça o que ele, Lula, chama de "erro" da guerra do Iraque? Então fica combinado, ministro Amorim: quando o país em questão for uma democracia, como são os EUA, o presidente Lula se dá o direito de dar pitaco e provocar. Quando for uma ditadura, o melhor comportamento mesmo é o silêncio.
O curioso é que Amorim se apressa, de algum modo, em explicar o que fazia Daniel Ortega no jantar com o beduíno ditador da Líbia. Ora, ministro, como diria o Marquês de Sade, não seja precipitado em ordenar a lambança. Quem compartilha a tenda com um déspota no poder há 34 anos pode bem ter como conviva alguém que, como Ortega, afinal de contas, foi levado a acatar o resultado das urnas na Nicarágua. O ex-líder nicaragüense ali era apenas, digamos, uma espécie de bibelô do antiamericanismo rombudo. De resto, convenha-se: espera-se do senhor ministro uma reação oficial junto à diplomacia da Líbia (existe isso?) censurando-a por meter na mesma alcatifa de um chefe de Estado gente que não foi previamente convidada no acerto diplomático - isso, claro!, na suposição de que houve um...
De resto, diz Amorim que a aproximação de Lula com os países árabes não afasta o país dos EUA. Em si mesmo, é verdade. A questão é saber se cabe ao presidente do Brasil, ao falar à Liga Árabe, defender o fim do direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, de que dispõem cinco países: os próprios EUA, China, França, Grã-Bretanha e França. Ao fazê-lo, deu-se apenas ao velho proselitismo antiamericano. Até porque Lula já esteve com Chirac, presidente francês, e com os ditadores chineses, e preferiu não tocar no assunto.
Vamos ver. O tempo há de revelar os frutos objetivos que o Brasil vai colher por conta desse novo protagonismo. Se os resultados forem tão bons quanto os argumentos que o embasam, estamos fritos."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
"Celso Amorim, tido por bom diplomata, revela-se um mau político, o que lança, é inevitável que se diga, uma sombra sobre a primeira condição. Deve estar a refletir sobre a Caixa de Pandora que abriu com essa tal diplomacia presidencial. Agora, resta à turma do gargarejo, aqui no Brasil, explicar o que faz Lula, mundo agora, fotografado em companhia de ditadores sanguinários. É no que deu o entusiasmo do improviso. A linguagem tristemente defensiva do embaixador diz tudo. O que era para ser um golpe de marketing em escala mundial revelou-se como o que é de fato: farsa infantil, regressão ao paradigma da década de 60.
Vamos ver. Diz Amorim, cheio de brios, que o Brasil não se rende a interesses comerciais - referindo-se à relação com os EUA - e, por isso, não se abstém de fazer comentários desairosos à política de Washington. Ok, sr. ministro, belo e meritório. Isso quer dizer que o pragmatismo, no caso, não serve como medida. Mas não seria o pragmatismo a justificativa para que Lula faça o seu tour por ditaduras, na certeza de que os interesses do Brasil não devem olhar o QUEM, mas apenas o QUÊ? Primeira Leitura publicaria de bom grado a resposta do ministro Amorim para o seguinte paradoxo se ele a tivesse: quer dizer que, na contramão do pragmatismo, por princípio, o Brasil ataca a política externa americana e, por pragmatismo, flerta com regimes totalitários? É isso, sr. Amorim? Quer dizer que, quando se trata de apelar a princípios, o nosso adversário são os EUA e, quando se trata de agir com a cautela dos negociantes, o nosso parceiro é Líbia? Pfui...
Mas vamos adiante: quer Amorim que Lula não se manifesta sobre os valores democráticos na ditaduras visitadas porque não lhe cabe ser mestre-escola de ninguém, dando pitaco em assuntos internos dos outros países. Huuummmm, vá lá. O ministro parece estar sendo quase acaciano. Mas o que faz Lula a especular sobre as razões — segundo ele, eleitorais - para que Bush não reconheça o que ele, Lula, chama de "erro" da guerra do Iraque? Então fica combinado, ministro Amorim: quando o país em questão for uma democracia, como são os EUA, o presidente Lula se dá o direito de dar pitaco e provocar. Quando for uma ditadura, o melhor comportamento mesmo é o silêncio.
O curioso é que Amorim se apressa, de algum modo, em explicar o que fazia Daniel Ortega no jantar com o beduíno ditador da Líbia. Ora, ministro, como diria o Marquês de Sade, não seja precipitado em ordenar a lambança. Quem compartilha a tenda com um déspota no poder há 34 anos pode bem ter como conviva alguém que, como Ortega, afinal de contas, foi levado a acatar o resultado das urnas na Nicarágua. O ex-líder nicaragüense ali era apenas, digamos, uma espécie de bibelô do antiamericanismo rombudo. De resto, convenha-se: espera-se do senhor ministro uma reação oficial junto à diplomacia da Líbia (existe isso?) censurando-a por meter na mesma alcatifa de um chefe de Estado gente que não foi previamente convidada no acerto diplomático - isso, claro!, na suposição de que houve um...
De resto, diz Amorim que a aproximação de Lula com os países árabes não afasta o país dos EUA. Em si mesmo, é verdade. A questão é saber se cabe ao presidente do Brasil, ao falar à Liga Árabe, defender o fim do direito de veto no Conselho de Segurança da ONU, de que dispõem cinco países: os próprios EUA, China, França, Grã-Bretanha e França. Ao fazê-lo, deu-se apenas ao velho proselitismo antiamericano. Até porque Lula já esteve com Chirac, presidente francês, e com os ditadores chineses, e preferiu não tocar no assunto.
Vamos ver. O tempo há de revelar os frutos objetivos que o Brasil vai colher por conta desse novo protagonismo. Se os resultados forem tão bons quanto os argumentos que o embasam, estamos fritos."
Do Primeira Leitura.
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Acredite se quiser.
10.12.03
Para os amigos não vale o contigenciamento de despesas
"Até 2006, o governo federal vai liberar cerca de R$ 1 bilhão para pagamento de reparações econômicas aos anistiados políticos. As conclusões do trabalho da Comissão Interministerial instituída em agosto para estabelecer critérios e formas de pagamento de indenizações aos anistiados foram publicadas na edição de ontem (9), do Diário Oficial da União.
As resoluções incluem a isenção do Imposto de Renda aos valores pagos a título de indenização aos anistiados; a possibilidade de praças e soldados anistiados serem promovidos ao oficialato; e a definição do cronograma de pagamento durante a gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Também ficou determinada a obrigatoriedade de os Ministérios do Planejamento e da Defesa desembolsarem os recursos de acordo com a ordem cronológica de publicação dos atos de concessão de anistia por parte do Ministério da Justiça.
De acordo com o calendário instituído pela comissão interministerial, o governo disponibilizará os recursos orçamentários em três parcelas: R$ 200 milhões para o ano de 2004; R$ 300 milhões para 2005 e R$ 400 milhões para o ano de 2006. Ao apresentar as conclusões da comissão na Câmara dos Deputados, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, destacou que o governo está "fazendo o possível" para saldar a dívida com os ex-perseguidos políticos.
As informações foram divulgadas pelo Ministério da Justiça."
Do Jornal do Brasil.
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Acredite se quiser.
"Até 2006, o governo federal vai liberar cerca de R$ 1 bilhão para pagamento de reparações econômicas aos anistiados políticos. As conclusões do trabalho da Comissão Interministerial instituída em agosto para estabelecer critérios e formas de pagamento de indenizações aos anistiados foram publicadas na edição de ontem (9), do Diário Oficial da União.
As resoluções incluem a isenção do Imposto de Renda aos valores pagos a título de indenização aos anistiados; a possibilidade de praças e soldados anistiados serem promovidos ao oficialato; e a definição do cronograma de pagamento durante a gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Também ficou determinada a obrigatoriedade de os Ministérios do Planejamento e da Defesa desembolsarem os recursos de acordo com a ordem cronológica de publicação dos atos de concessão de anistia por parte do Ministério da Justiça.
De acordo com o calendário instituído pela comissão interministerial, o governo disponibilizará os recursos orçamentários em três parcelas: R$ 200 milhões para o ano de 2004; R$ 300 milhões para 2005 e R$ 400 milhões para o ano de 2006. Ao apresentar as conclusões da comissão na Câmara dos Deputados, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, destacou que o governo está "fazendo o possível" para saldar a dívida com os ex-perseguidos políticos.
As informações foram divulgadas pelo Ministério da Justiça."
Do Jornal do Brasil.
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Acredite se quiser.
Dica do leitor I
"Mantega já admite crescimento zero este ano
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Planejamento, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira que a economia brasileira poderá não crescer este ano, por conta da revisão dos números do Produto Interno Bruto (PIB) de 2002.
"Este ano o crescimento vai ser entre zero e 0,5 por cento, alguma coisa assim", afirmou Mantega a jornalistas nesta terça-feira após participar de audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou na última semana os números do PIB de 2002, elevando o cálculo do crescimento no ano de 1,5 por cento para 1,9 por cento. Em números absolutos, o PIB do ano passado somou 1,3 trilhão de reais, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.
Mantega ponderou que o novo número elevou a base de comparação para o PIB de 2003.
No mês passado, Mantega havia classificado de "mau humor" do Ministério da Fazenda a projeção de crescimento de 0,4 por cento do PIB este ano e reafirmado sua expectativa de uma expansão em torno de 0,8 por cento.
Nesta terça-feira, o ministro frisou, ainda, que o governo está se empenhando para ver aprovado no Congresso um orçamento "realista" para 2004, evitando a necessidade contingenciamento de despesas ao longo do ano.
"O contingenciamento é ruim para o governo, é ruim para os ministérios, é ruim para a sociedade, você tem que ficar interrompendo projetos que estão em andamento. Isso diminui a produtividade, a eficiência, aumenta custos."
No início deste ano, o governo contingenciou 14,1 bilhões de reais em despesas orçamentárias. Desde então, foram feitos dois desbloqueios de verbas, de cerca de 2,330 bilhões de reais, e um contingenciamento adicional de 319 milhões de reais."
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Dica gentilmente enviada por Mariane Oliveira - DF.
"Mantega já admite crescimento zero este ano
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Planejamento, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira que a economia brasileira poderá não crescer este ano, por conta da revisão dos números do Produto Interno Bruto (PIB) de 2002.
"Este ano o crescimento vai ser entre zero e 0,5 por cento, alguma coisa assim", afirmou Mantega a jornalistas nesta terça-feira após participar de audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou na última semana os números do PIB de 2002, elevando o cálculo do crescimento no ano de 1,5 por cento para 1,9 por cento. Em números absolutos, o PIB do ano passado somou 1,3 trilhão de reais, de acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.
Mantega ponderou que o novo número elevou a base de comparação para o PIB de 2003.
No mês passado, Mantega havia classificado de "mau humor" do Ministério da Fazenda a projeção de crescimento de 0,4 por cento do PIB este ano e reafirmado sua expectativa de uma expansão em torno de 0,8 por cento.
Nesta terça-feira, o ministro frisou, ainda, que o governo está se empenhando para ver aprovado no Congresso um orçamento "realista" para 2004, evitando a necessidade contingenciamento de despesas ao longo do ano.
"O contingenciamento é ruim para o governo, é ruim para os ministérios, é ruim para a sociedade, você tem que ficar interrompendo projetos que estão em andamento. Isso diminui a produtividade, a eficiência, aumenta custos."
No início deste ano, o governo contingenciou 14,1 bilhões de reais em despesas orçamentárias. Desde então, foram feitos dois desbloqueios de verbas, de cerca de 2,330 bilhões de reais, e um contingenciamento adicional de 319 milhões de reais."
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Dica gentilmente enviada por Mariane Oliveira - DF.
Dica do leitor II
"Entre múmias e sarcófagos
"CAIRO - Antes de embarcar para a Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou seu segundo dia no Egito para visitar o Museu do Cairo na parte da manhã - já que, nesse período do dia, estava quase livre da programação oficial. Lula, a primeira-dama, Marisa Letícia, e parte de sua delegação chegaram pouco depois das 9h30 ao museu e foram diretamente para a ala onde estão objetos do faraó Tutankamon (1370 a 1352 a.C.), único soberano egípcio cuja tumba foi encontrada intacta.
Ao entrar na sala onde está o sarcófago de 121kg de ouro maciço usado no sepultamento de Tutankamon, o presidente foi informado de que o escaravelho sobre a múmia, na altura do coração, significava que o imperador havia feito um juramento declarando-se isento de 70 pecados.
- Aqui não eram 10 mandamentos, mas 70 - explicou o guia Gamal Kalifa, egípcio que aprendeu português em Portugal. - Imagine, 70! É muito pecado. - respondeu Marisa Letícia.
Apesar da riqueza do tesouro de Tutankamon, Lula e Marisa ficaram mais impressionados com a sala onde estavam as múmias de faraós famosos, várias sem a cobertura de linho - o que permite ver a expressão facial e o estado dos cabelos.
É nessa sala que está a múmia de Ramsés II, que governou por 67 anos e morreu com 92. É tido como o mais longevo dos imperadores do Egito. Segundo a diretora assistente do museu, Wafaa el Seddik, ele teve cerca de 200 filhos com 60 mulheres. Ao ouvir a explicação, Lula tirou uma conclusão:
- A saúde dele estava no fato de ter tido 200 filhos com 60 mulheres. Tinha tanta dor de cabeça que não tinha tempo para se preocupar com doencinhas.
Marisa concordou:
- O cabelo dele está branquinho, olha lá.
Lula completou com mais uma brincadeira:
- Tem cabelo ainda. Está perfeito. O Ricardo Kotscho em vida tem menos cabelo do que ele - observou Lula sobre o secretário de Comunicação da Presidência.
O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, não parava de fazer menção à altura da múmia - mediu, dando dois passos largos para tentar calcular ao lado do corpo. Concluiu, peremptório:
- Com certeza, uns 2m.
Sobre a fecundidade de Ramsés II, o ministro fez um cálculo aritmético:
- Uma média de 3,3 filhos por mulher. Com algumas teve três, com outras, quatro."
Do Jornal do Brasil.
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Dica gentilmente enviada por Mariane Oliveira - DF, que ainda comentou: "Haja paciência..."
Grifos da remetente.
"Entre múmias e sarcófagos
"CAIRO - Antes de embarcar para a Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou seu segundo dia no Egito para visitar o Museu do Cairo na parte da manhã - já que, nesse período do dia, estava quase livre da programação oficial. Lula, a primeira-dama, Marisa Letícia, e parte de sua delegação chegaram pouco depois das 9h30 ao museu e foram diretamente para a ala onde estão objetos do faraó Tutankamon (1370 a 1352 a.C.), único soberano egípcio cuja tumba foi encontrada intacta.
Ao entrar na sala onde está o sarcófago de 121kg de ouro maciço usado no sepultamento de Tutankamon, o presidente foi informado de que o escaravelho sobre a múmia, na altura do coração, significava que o imperador havia feito um juramento declarando-se isento de 70 pecados.
- Aqui não eram 10 mandamentos, mas 70 - explicou o guia Gamal Kalifa, egípcio que aprendeu português em Portugal. - Imagine, 70! É muito pecado. - respondeu Marisa Letícia.
Apesar da riqueza do tesouro de Tutankamon, Lula e Marisa ficaram mais impressionados com a sala onde estavam as múmias de faraós famosos, várias sem a cobertura de linho - o que permite ver a expressão facial e o estado dos cabelos.
É nessa sala que está a múmia de Ramsés II, que governou por 67 anos e morreu com 92. É tido como o mais longevo dos imperadores do Egito. Segundo a diretora assistente do museu, Wafaa el Seddik, ele teve cerca de 200 filhos com 60 mulheres. Ao ouvir a explicação, Lula tirou uma conclusão:
- A saúde dele estava no fato de ter tido 200 filhos com 60 mulheres. Tinha tanta dor de cabeça que não tinha tempo para se preocupar com doencinhas.
Marisa concordou:
- O cabelo dele está branquinho, olha lá.
Lula completou com mais uma brincadeira:
- Tem cabelo ainda. Está perfeito. O Ricardo Kotscho em vida tem menos cabelo do que ele - observou Lula sobre o secretário de Comunicação da Presidência.
O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, não parava de fazer menção à altura da múmia - mediu, dando dois passos largos para tentar calcular ao lado do corpo. Concluiu, peremptório:
- Com certeza, uns 2m.
Sobre a fecundidade de Ramsés II, o ministro fez um cálculo aritmético:
- Uma média de 3,3 filhos por mulher. Com algumas teve três, com outras, quatro."
Do Jornal do Brasil.
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Dica gentilmente enviada por Mariane Oliveira - DF, que ainda comentou: "Haja paciência..."
Grifos da remetente.
Joelmir Beting
"RANKING DE OURO, TAÇA DE CHUMBO
As viagens de FHC não valiam para nada. As viagens de Lula valem para tudo.
José Maria de Jesus, aeronauta
O Brasil acaba de ser rebaixado do 29º para o 39º lugar no ranking global do avanço tecnológico. O ranking de ouro. Está no domínio da tecnologia a posse antecipada de um futuro melhor nos campos minados da economia e da sociedade. Já estamos a bordo do Século do Conhecimento.
A regra do novo jogo é meridiana: a dimensão e a qualidade da produção e do desfrute das inovações tecnológicas passam a fazer a diferença na corrida entre a prosperidade coletiva e a catástrofe nacional.
Não avançar no ranking global é um cochilo. Despencar dez pontos percentuais de um ano para outro é um vexame.
OS DEZ MAIS
O ranking é da ONU, servida pelo Banco Mundial e pelo Fórum Econômico Mundial. Metodologia sofisticada avalia o desempenho de 102 países em uma baciada ponderada de 44 critérios. O vasto inventário atende por Relatório Mundial da Tecnologia de Informação e Comunicação.
Aqui estão os dez países mais aquinhoados por atenção, esforço e talento próprios: 1) Estados Unidos; 2) Cingapura; 3) Finlândia; 4) Suécia; 5) Dinamarca; 6) Canadá; 7) Suíça; 8) Noruega; 9) Austrália; 10) Islândia.
Conceda-se a licença poética dos comparativos do gênero, desengonçados pela abstração geopolítica. A Islândia não passa de uma ilha gelada no cocuruto de plasma de um vulcão redivivo. Sua população não é maior que a da favela da Rocinha. Mas divide o ranking global da qualidade com os 285 milhões de americanos, parceiros de um PIB de quase US$ 11 trilhões.
O GOL CONTRA
O Brasil despencou no ranking deste ano por obra e desgraça de dois graves desvios de rota: a viscosa overdose do arrocho monetário e a recarga da overdose do garrote tributário. Os autores do ranking consideram que não há condição sequer biológica de desenvolver coisa alguma em um modelo suicida que desencoraja o investimento, patrocina a informalidade e desanima a inovação.
No padrão de financiamento do setor produtivo (e criativo), nossa posição no ranking de 102 países em 99º lugar. E no sistema de extração de impostos e encargos, estamos na 101ª colocação.
Merecidamente.
TRAVA GERAL
Nos tributos, o estudo da ONU concede ao Brasil o troféu Asno de Ouro. Por uma questão de fundo: a carga tributária em relação ao PIB, soerguida de 34% para 37% (com viés de 39%) está de há muito situada acima da capacidade contributiva da economia e da sociedade. Logo, a contribuição não se dá.
Nos juros, o que realmente importa não é a taxa básica real, mas a taxa média real anualizada dos créditos bancários à produção e ao consumo. O ranking dá números e nomes aos bois e às antas: 1) Brasil, 61,4%; 2) Rússia, 20,2%; 3) Argentina, 13,3%; 4) Chile, 11,2%; 5) México, 9,2%.
Na Eurolândia, 7,8%. Nos Estados Unidos, 5,5%. Na Coréia, 4,5%. No Japão, 3,7%. Na China, 2,8%. Um dos dois deve estar errado: ou o Brasil ou o mundo."
Do site do autor.
"RANKING DE OURO, TAÇA DE CHUMBO
As viagens de FHC não valiam para nada. As viagens de Lula valem para tudo.
José Maria de Jesus, aeronauta
O Brasil acaba de ser rebaixado do 29º para o 39º lugar no ranking global do avanço tecnológico. O ranking de ouro. Está no domínio da tecnologia a posse antecipada de um futuro melhor nos campos minados da economia e da sociedade. Já estamos a bordo do Século do Conhecimento.
A regra do novo jogo é meridiana: a dimensão e a qualidade da produção e do desfrute das inovações tecnológicas passam a fazer a diferença na corrida entre a prosperidade coletiva e a catástrofe nacional.
Não avançar no ranking global é um cochilo. Despencar dez pontos percentuais de um ano para outro é um vexame.
OS DEZ MAIS
O ranking é da ONU, servida pelo Banco Mundial e pelo Fórum Econômico Mundial. Metodologia sofisticada avalia o desempenho de 102 países em uma baciada ponderada de 44 critérios. O vasto inventário atende por Relatório Mundial da Tecnologia de Informação e Comunicação.
Aqui estão os dez países mais aquinhoados por atenção, esforço e talento próprios: 1) Estados Unidos; 2) Cingapura; 3) Finlândia; 4) Suécia; 5) Dinamarca; 6) Canadá; 7) Suíça; 8) Noruega; 9) Austrália; 10) Islândia.
Conceda-se a licença poética dos comparativos do gênero, desengonçados pela abstração geopolítica. A Islândia não passa de uma ilha gelada no cocuruto de plasma de um vulcão redivivo. Sua população não é maior que a da favela da Rocinha. Mas divide o ranking global da qualidade com os 285 milhões de americanos, parceiros de um PIB de quase US$ 11 trilhões.
O GOL CONTRA
O Brasil despencou no ranking deste ano por obra e desgraça de dois graves desvios de rota: a viscosa overdose do arrocho monetário e a recarga da overdose do garrote tributário. Os autores do ranking consideram que não há condição sequer biológica de desenvolver coisa alguma em um modelo suicida que desencoraja o investimento, patrocina a informalidade e desanima a inovação.
No padrão de financiamento do setor produtivo (e criativo), nossa posição no ranking de 102 países em 99º lugar. E no sistema de extração de impostos e encargos, estamos na 101ª colocação.
Merecidamente.
TRAVA GERAL
Nos tributos, o estudo da ONU concede ao Brasil o troféu Asno de Ouro. Por uma questão de fundo: a carga tributária em relação ao PIB, soerguida de 34% para 37% (com viés de 39%) está de há muito situada acima da capacidade contributiva da economia e da sociedade. Logo, a contribuição não se dá.
Nos juros, o que realmente importa não é a taxa básica real, mas a taxa média real anualizada dos créditos bancários à produção e ao consumo. O ranking dá números e nomes aos bois e às antas: 1) Brasil, 61,4%; 2) Rússia, 20,2%; 3) Argentina, 13,3%; 4) Chile, 11,2%; 5) México, 9,2%.
Na Eurolândia, 7,8%. Nos Estados Unidos, 5,5%. Na Coréia, 4,5%. No Japão, 3,7%. Na China, 2,8%. Um dos dois deve estar errado: ou o Brasil ou o mundo."
Do site do autor.
Joelmir Beting*
""Posso falar?", copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 4/12/03
"Minha coluna diária, lançada pela Folha de S.Paulo, em 7 de janeiro de 1970, é reproduzida por dezenas de jornais brasileiros. A fatura não é minha. Era da Agência Folha até 19 de agosto de 1991. Desde então, os direitos são da Agência Estado.
Minha relação com cada um dos jornais não é de empregado. É de fornecedor de um produto isolado. Produto tido de boa qualidade, limpo e isento. Não tenho por contrato seguir normas de redação ou de conduta de nenhum dos jornais signatários. Não misturo o produto que me compram com minhas atividades profissionais de palestrante e de consultor. Nada me impede de fazer publicidade comercial, propaganda política ou passeata de protesto.
A publicidade comercial responde pela plataforma da cadeia de valor do jornalismo. São os anunciantes que pagam todas as contas, custos e ganhos das empresas de comunicação. O equivalente a dizer que são os publicitários que garantem o emprego e o salário dos jornalistas. Sempre devotei respeito profissional à competência e à seriedade da publicidade comercial brasileira, mercado de notícia do consumidor. Ela multiplica negócios, empregos e salários.
Se o jornalismo se envergonha da publicidade – que trate de sobreviver sem ela. Não me parece nada ético cuspir no prato em que se come. Quem mistura jornalismo com publicidade, sem distinguir uma coisa da outra, são precisamente os que aprovam acriticamente o banimento de minha coluna de O Globo e de O Estado – com a claque dos que tomam por ética da profissão o que não passa de estética do jornalismo.
Fico no meu canto de 5 anos de jornalismo esportivo, 42 anos de jornalismo econômico e 60 anos corridos de estudo e trabalho, 15 horas por dia – comecei como bóia-fria aos 7 anos de idade. A decisão de fazer publicidade comercial, a meu estrito juízo, está servida por três décadas de reflexão e não por três minutos de manual pasteurizado.
Pois o que não me tem faltado é justamente o questionamento ético do jornalismo aqui dentro e lá fora. Ou como escreve Sebastião Salgado, o fotógrafo: ‘Se o jornalismo fosse um pouco mais sério, o mundo seria igualmente mais sério.’
O que dizer de um certo jornalismo econômico que se deixou ficar refém de cenaristas recorrentes e tendenciosos, em cumplicidade com burocratas enrustidos e equivocados? E o que não tem sido entre nós um certo telejornalismo que não um rio de sangue que atravessa as noites do Brasil? Pois ele capricha, em nome da lógica aética da audiência, em glamourizar a bandidagem, banalizar a violência e distressar a população.
Quanto à reação estrepitosa, a favor e contra, ao meu primeiro contrato de publicidade comercial, já estou de há muito eticamente blindado. Quando quebrei as regras do economês no jornalismo econômico (1967), foi um espanto. Concederam-me o crachá de ‘Chacrinha da Economia’ na FGV, na USP e na Fiesp. Quando introduzi na editoria econômica da Folha (1969) a informação de empresas e de negócios, foi um escândalo. Até o Sindicato dos Jornalistas (do qual mais à frente seria eleito vice-presidente em chapa da CUT) questionou o jornal e o editor por ‘tamanha picaretagem’.
Fui o primeiro a furar o bloqueio da informação econômica em rádio e televisão (1970) e também fui o primeiro a quebrar o tabu da mídia complementar de palestras remuneradas em empresas, simpósios, congressos, seminários e convenções. Mas não sou o pioneiro do jornalismo na publicidade comercial explícita e transparente.
Transparência, eis a questão. Anunciar fundo mútuo, carro zero ou creme dental não faz mal à população. O que, no jornalismo, coloca o povo brasileiro em perigo (e a ética da profissão, na sarjeta) é o antigo e até festejado merchandising jornalístico de caráter político, partidário, ideológico, cultural, religioso, militante. Isso não é informação. É manipulação. Ou desinformação. De tal gravidade que não está sequer em discussão no jornalismo, o agente; e, muito menos, na sociedade, o paciente.
(*) Jornalista"
Do Observatório da Imprensa.
""Posso falar?", copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 4/12/03
"Minha coluna diária, lançada pela Folha de S.Paulo, em 7 de janeiro de 1970, é reproduzida por dezenas de jornais brasileiros. A fatura não é minha. Era da Agência Folha até 19 de agosto de 1991. Desde então, os direitos são da Agência Estado.
Minha relação com cada um dos jornais não é de empregado. É de fornecedor de um produto isolado. Produto tido de boa qualidade, limpo e isento. Não tenho por contrato seguir normas de redação ou de conduta de nenhum dos jornais signatários. Não misturo o produto que me compram com minhas atividades profissionais de palestrante e de consultor. Nada me impede de fazer publicidade comercial, propaganda política ou passeata de protesto.
A publicidade comercial responde pela plataforma da cadeia de valor do jornalismo. São os anunciantes que pagam todas as contas, custos e ganhos das empresas de comunicação. O equivalente a dizer que são os publicitários que garantem o emprego e o salário dos jornalistas. Sempre devotei respeito profissional à competência e à seriedade da publicidade comercial brasileira, mercado de notícia do consumidor. Ela multiplica negócios, empregos e salários.
Se o jornalismo se envergonha da publicidade – que trate de sobreviver sem ela. Não me parece nada ético cuspir no prato em que se come. Quem mistura jornalismo com publicidade, sem distinguir uma coisa da outra, são precisamente os que aprovam acriticamente o banimento de minha coluna de O Globo e de O Estado – com a claque dos que tomam por ética da profissão o que não passa de estética do jornalismo.
Fico no meu canto de 5 anos de jornalismo esportivo, 42 anos de jornalismo econômico e 60 anos corridos de estudo e trabalho, 15 horas por dia – comecei como bóia-fria aos 7 anos de idade. A decisão de fazer publicidade comercial, a meu estrito juízo, está servida por três décadas de reflexão e não por três minutos de manual pasteurizado.
Pois o que não me tem faltado é justamente o questionamento ético do jornalismo aqui dentro e lá fora. Ou como escreve Sebastião Salgado, o fotógrafo: ‘Se o jornalismo fosse um pouco mais sério, o mundo seria igualmente mais sério.’
O que dizer de um certo jornalismo econômico que se deixou ficar refém de cenaristas recorrentes e tendenciosos, em cumplicidade com burocratas enrustidos e equivocados? E o que não tem sido entre nós um certo telejornalismo que não um rio de sangue que atravessa as noites do Brasil? Pois ele capricha, em nome da lógica aética da audiência, em glamourizar a bandidagem, banalizar a violência e distressar a população.
Quanto à reação estrepitosa, a favor e contra, ao meu primeiro contrato de publicidade comercial, já estou de há muito eticamente blindado. Quando quebrei as regras do economês no jornalismo econômico (1967), foi um espanto. Concederam-me o crachá de ‘Chacrinha da Economia’ na FGV, na USP e na Fiesp. Quando introduzi na editoria econômica da Folha (1969) a informação de empresas e de negócios, foi um escândalo. Até o Sindicato dos Jornalistas (do qual mais à frente seria eleito vice-presidente em chapa da CUT) questionou o jornal e o editor por ‘tamanha picaretagem’.
Fui o primeiro a furar o bloqueio da informação econômica em rádio e televisão (1970) e também fui o primeiro a quebrar o tabu da mídia complementar de palestras remuneradas em empresas, simpósios, congressos, seminários e convenções. Mas não sou o pioneiro do jornalismo na publicidade comercial explícita e transparente.
Transparência, eis a questão. Anunciar fundo mútuo, carro zero ou creme dental não faz mal à população. O que, no jornalismo, coloca o povo brasileiro em perigo (e a ética da profissão, na sarjeta) é o antigo e até festejado merchandising jornalístico de caráter político, partidário, ideológico, cultural, religioso, militante. Isso não é informação. É manipulação. Ou desinformação. De tal gravidade que não está sequer em discussão no jornalismo, o agente; e, muito menos, na sociedade, o paciente.
(*) Jornalista"
Do Observatório da Imprensa.
Guilherme Fiuza
"Lula, sucessor de D. Ruth
"Os gerentes da Ação da Cidadania, ONG responsável pela já tradicional campanha do Natal Sem Fome, informaram que as doações de alimentos atingiram apenas 15% da média dos outros anos. Em suas tentativas de entender o problema, não observaram – ou não quiseram observar – o óbvio: há um arrecadador oficial de solidariedade na praça, contra o qual é impossível concorrer. Se algum dia ficar provado que a melhor política social se faz com passagem de pires e campanha de 0800, o governo Lula estará consagrado.
O presidente tem repetido, em encontros com empresários, artistas e outros grupos, que o Estado pode menos do que parece, e a sociedade (?) pode mais do que parece. Enquanto isso, seu governo funda uma entidade chamada Apoio Fome Zero, encarregada de "atrair" doações e apoios de empresas e pessoas para o programa gerido pelo Ministério da Segurança Alimentar – carinhosamente apelidado de "Mesa". Nunca se passou o pires com tanta elegância.
Em um dos inúmeros releases que o Mesa manda para as redações a toda hora, a imprensa é avisada de que um ciclista fará uma performance no Lago Paranoá, durante a qual serão recolhidas doações de alimentos perecíveis dos passantes. Até então, performance de ciclista nunca tinha sido tratada como política pública – mas com a etiqueta do Fome Zero tudo é possível. Agencia-se uma troca de correspondência entre uma escola do interior e outra da cidade grande (para "intercâmbio de experiência"), garimpa-se panfletos educativos com empresas privadas, concede-se à Embrapa o selo de parceira do Fome Zero (para que ela continue fazendo tudo o que já fazia, mas agora com grife), leiloa-se bugigangas de gente mais ou menos famosa. O Fome Zero é tudo. E nada.
Inicialmente acusado de assistencialista, precisando por outro lado diferenciar-se dos modelos de renda mínima, o Fome Zero resolveu ser um "articulador de iniciativas da sociedade civil". Ou seja, passou a fazer exatamente o que a então primeira-dama Ruth Cardoso e o seu Comunidade Solidária faziam – com muito menos burocratas e dinheiro público, diga-se de passagem. Aliás, a confusão de identidade consumou-se definitivamente outro dia, quando o programa de Lula contratou a entidade de Dona Ruth para um projeto de alfabetização. Chega de intermediários.
Não é de espantar, portanto, que estejam minguando as doações para o Natal Sem Fome. O governo tomou conta do pedaço, inventando a primeira ONG estatal do Brasil. Essa organização não-governamental governamental vai acabar contratando a Ação da Cidadania, para fazer o que ela fez a vida inteira, mas agora com o carimbo do Fome Zero. Aí talvez fique tudo bem, afora a pergunta inevitável: e o que faz o governo governamental?
Em geral, o melhor que um governo tem a fazer é governar. O PT está saindo bem dessa armadilha chamada pelo mercado de "crise de expectativas", e protagoniza a transição política mais civilizada da história do país. Agora precisaria desistir de ser essa espécie de versão chapa branca do Betinho e assumir de verdade o leme da máquina social – que é complexa, pesada, porém poderosa quando bem comandada. Ampliar o alcance do programa Bolsa Escola, por exemplo, aumentando a dotação financeira e eliminando os (muitos) desvios, já seria uma revolução. Não se inventará a roda e talvez não saia daí nenhum novo slogan "genial", mas se radicalizará uma política que alimenta e educa o povo ao mesmo tempo. Sem precisar organizar performance de ciclista.
Depois de ficar famoso por não saber o que fazer com o cheque entregue pela modelo Gisele Bündchen para o combate à fome – talvez desconcertado por tanta beleza –, o ministro José Graziano especializou-se no ramo. Onde houver uma ponta de solidariedade – em forma contábil ou não – lá estará o onipresente pires de Graziano. Tudo isso para sustentar um punhado de "municípios do Fome Zero", que teoricamente iriam sendo multiplicados, até o dia em que, depois de muita gorjeta de empresário bonzinho, cachê de artista engajado e campanha de 0800, a fome no Brasil tenha sido extinta. É claro que nem o José Dirceu acredita mais nessa utopia colegial, se é que um dia acreditou.
Com um pouco de sorte, o governo Lula já deve estar preparando, nos bastidores, sua verdadeira e esperada política social – quem sabe para anunciar neste Natal. Enquanto isso, poderia poupar o país das pantomimas de seus ministros, como a gincana de Ciro Gomes e Olívio Dutra na Baixada Fluminense, disputando palmo a palmo as vítimas pobres de uma enchente. O eleitorado também não sentirá a menor falta das peripécias não-governamentais do ministro Graziano. É hora de Lula decidir se é sucessor de Fernando Henrique ou de Dona Ruth."
Do No Mínimo.
"Lula, sucessor de D. Ruth
"Os gerentes da Ação da Cidadania, ONG responsável pela já tradicional campanha do Natal Sem Fome, informaram que as doações de alimentos atingiram apenas 15% da média dos outros anos. Em suas tentativas de entender o problema, não observaram – ou não quiseram observar – o óbvio: há um arrecadador oficial de solidariedade na praça, contra o qual é impossível concorrer. Se algum dia ficar provado que a melhor política social se faz com passagem de pires e campanha de 0800, o governo Lula estará consagrado.
O presidente tem repetido, em encontros com empresários, artistas e outros grupos, que o Estado pode menos do que parece, e a sociedade (?) pode mais do que parece. Enquanto isso, seu governo funda uma entidade chamada Apoio Fome Zero, encarregada de "atrair" doações e apoios de empresas e pessoas para o programa gerido pelo Ministério da Segurança Alimentar – carinhosamente apelidado de "Mesa". Nunca se passou o pires com tanta elegância.
Em um dos inúmeros releases que o Mesa manda para as redações a toda hora, a imprensa é avisada de que um ciclista fará uma performance no Lago Paranoá, durante a qual serão recolhidas doações de alimentos perecíveis dos passantes. Até então, performance de ciclista nunca tinha sido tratada como política pública – mas com a etiqueta do Fome Zero tudo é possível. Agencia-se uma troca de correspondência entre uma escola do interior e outra da cidade grande (para "intercâmbio de experiência"), garimpa-se panfletos educativos com empresas privadas, concede-se à Embrapa o selo de parceira do Fome Zero (para que ela continue fazendo tudo o que já fazia, mas agora com grife), leiloa-se bugigangas de gente mais ou menos famosa. O Fome Zero é tudo. E nada.
Inicialmente acusado de assistencialista, precisando por outro lado diferenciar-se dos modelos de renda mínima, o Fome Zero resolveu ser um "articulador de iniciativas da sociedade civil". Ou seja, passou a fazer exatamente o que a então primeira-dama Ruth Cardoso e o seu Comunidade Solidária faziam – com muito menos burocratas e dinheiro público, diga-se de passagem. Aliás, a confusão de identidade consumou-se definitivamente outro dia, quando o programa de Lula contratou a entidade de Dona Ruth para um projeto de alfabetização. Chega de intermediários.
Não é de espantar, portanto, que estejam minguando as doações para o Natal Sem Fome. O governo tomou conta do pedaço, inventando a primeira ONG estatal do Brasil. Essa organização não-governamental governamental vai acabar contratando a Ação da Cidadania, para fazer o que ela fez a vida inteira, mas agora com o carimbo do Fome Zero. Aí talvez fique tudo bem, afora a pergunta inevitável: e o que faz o governo governamental?
Em geral, o melhor que um governo tem a fazer é governar. O PT está saindo bem dessa armadilha chamada pelo mercado de "crise de expectativas", e protagoniza a transição política mais civilizada da história do país. Agora precisaria desistir de ser essa espécie de versão chapa branca do Betinho e assumir de verdade o leme da máquina social – que é complexa, pesada, porém poderosa quando bem comandada. Ampliar o alcance do programa Bolsa Escola, por exemplo, aumentando a dotação financeira e eliminando os (muitos) desvios, já seria uma revolução. Não se inventará a roda e talvez não saia daí nenhum novo slogan "genial", mas se radicalizará uma política que alimenta e educa o povo ao mesmo tempo. Sem precisar organizar performance de ciclista.
Depois de ficar famoso por não saber o que fazer com o cheque entregue pela modelo Gisele Bündchen para o combate à fome – talvez desconcertado por tanta beleza –, o ministro José Graziano especializou-se no ramo. Onde houver uma ponta de solidariedade – em forma contábil ou não – lá estará o onipresente pires de Graziano. Tudo isso para sustentar um punhado de "municípios do Fome Zero", que teoricamente iriam sendo multiplicados, até o dia em que, depois de muita gorjeta de empresário bonzinho, cachê de artista engajado e campanha de 0800, a fome no Brasil tenha sido extinta. É claro que nem o José Dirceu acredita mais nessa utopia colegial, se é que um dia acreditou.
Com um pouco de sorte, o governo Lula já deve estar preparando, nos bastidores, sua verdadeira e esperada política social – quem sabe para anunciar neste Natal. Enquanto isso, poderia poupar o país das pantomimas de seus ministros, como a gincana de Ciro Gomes e Olívio Dutra na Baixada Fluminense, disputando palmo a palmo as vítimas pobres de uma enchente. O eleitorado também não sentirá a menor falta das peripécias não-governamentais do ministro Graziano. É hora de Lula decidir se é sucessor de Fernando Henrique ou de Dona Ruth."
Do No Mínimo.
Mais cartas ao Jornal do Brasil. A voz do povo é a voz de Deus
"Prisões
Nos EUA, prisão é o local onde indivíduos que cometeram desvios de comportamento social são punidos. Esses atos foram frutos de seu livre-arbítrio. Seu arrependimento ou recuperação é opção pessoal. No Brasil, prisão é o local onde indivíduos que cometeram desvios de comportamento social são reeducados. Esses atos foram frutos de injustiça social, que não merecem arrependimento, e a sua recuperação é obrigação da sociedade.
Lucio Balloussier, Rio de Janeiro, por e-mail
------------------
Acredite se quiser.
"Prisões
Nos EUA, prisão é o local onde indivíduos que cometeram desvios de comportamento social são punidos. Esses atos foram frutos de seu livre-arbítrio. Seu arrependimento ou recuperação é opção pessoal. No Brasil, prisão é o local onde indivíduos que cometeram desvios de comportamento social são reeducados. Esses atos foram frutos de injustiça social, que não merecem arrependimento, e a sua recuperação é obrigação da sociedade.
Lucio Balloussier, Rio de Janeiro, por e-mail
------------------
Acredite se quiser.
Cartas ao Jornal do Brasil. A voz do povo é a voz de Deus
"Igreja e camisinha
Haverá algum homossexual que deixe de usar a camisinha por obediência à Igreja? Se fosse obediente, nem teria relações homossexuais, pois a Igreja rejeita tal comportamento. O mesmo se pode dizer em relação ao adúltero e ao fornicador. Todos eles, se fossem realmente obedientes, estariam a salvo de contrair qualquer doença venérea. Há alguma medida preventiva mais eficiente que a fidelidade dos casados e a castidade dos solteiros? Então, que culpa tem a Igreja na questão da Aids? Vai ter de pedir perdão a quem? Não são exatamente os comportamentos repudiados pela Igreja os grandes responsáveis pela disseminação explosiva do HIV por quase todo o mundo? Essa enfermidade mortal surgiu para a medicina no início dos anos 80, na comunidade homossexual da Califórnia. Não surgiu no Vaticano...
João Gabriel de Osório Barbedo Marques, Rio de Janeiro, por fax"
----------------------
Em tempos de "diversidade sexual", quem seria o culpado pelos milhões de doentes e as outras tantas mortes causadas pelo sexo? Quem está cometento crimes contra a humanidade?
ACredite se quiser.
"Igreja e camisinha
Haverá algum homossexual que deixe de usar a camisinha por obediência à Igreja? Se fosse obediente, nem teria relações homossexuais, pois a Igreja rejeita tal comportamento. O mesmo se pode dizer em relação ao adúltero e ao fornicador. Todos eles, se fossem realmente obedientes, estariam a salvo de contrair qualquer doença venérea. Há alguma medida preventiva mais eficiente que a fidelidade dos casados e a castidade dos solteiros? Então, que culpa tem a Igreja na questão da Aids? Vai ter de pedir perdão a quem? Não são exatamente os comportamentos repudiados pela Igreja os grandes responsáveis pela disseminação explosiva do HIV por quase todo o mundo? Essa enfermidade mortal surgiu para a medicina no início dos anos 80, na comunidade homossexual da Califórnia. Não surgiu no Vaticano...
João Gabriel de Osório Barbedo Marques, Rio de Janeiro, por fax"
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Em tempos de "diversidade sexual", quem seria o culpado pelos milhões de doentes e as outras tantas mortes causadas pelo sexo? Quem está cometento crimes contra a humanidade?
ACredite se quiser.
Dora Kramer
"As artes das manhas
A transferência da reunião do Diretório Nacional do PT de São Paulo para Brasília é um dos mais eloqüentes sinais da transformação por que passa o partido desde a assunção ao poder. A decisão burocratiza e esvazia um daqueles momentos cruciais que os petistas sempre souberam enfrentar com uma vivacidade política única entre os partidos e políticos brasileiros.
Agora, pelo fato de ser governo, temem o risco do protesto de suas próprias bases e, em vez de enfrentá-las com argumentos convincentes e consistentes, recorrem à lógica do politburo, tentando - muito provavelmente com sucesso - blindar o processo decisório contra contestações. Houve um tempo - não faz muito - que gente como José Dirceu, Aloizio Mercadante e José Genoino enfrentava até corredor polonês em reuniões do partido.
Aconteceu em 1998, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, quando um grupo de rebeldes do Rio de Janeiro resolveu protestar contra a intervenção no diretório regional que havia aprovado a candidatura ao governo de Vladimir Palmeira. A direção nacional impôs a aliança com Anthony Garotinho. O ato veio a se configurar depois um erro político do ponto de vista local - embora nacionalmente a direção tenha conseguido impingir uma derrota à esquerda -, mas nem a interferência nem a barulheira (e a falta de educação) dos dissidentes impediram a trajetória do PT rumo ao Palácio do Planalto.
Por isso mesmo, talvez seja um excesso o partido agora submeter-se ao vexame de fugir do enfrentamento dos protestos contra a expulsão dos rebeldes; fechar as portas, proteger-se do seu passado, renegar os próprios métodos. É simbólica a alteração: São Paulo é a origem, é onde residem as correntes mais organizadas, a base social mais mobilizada.
Brasília representa a opção pelo rumo futuro, pela dinâmica asséptica e profissional conveniente a cúpulas nada interessadas na interferência de não-iniciados nas artes das manhas do poder. Não faltou nem o recurso à justificativa sardônica, segundo a qual a reunião do diretório foi transferida porque haverá sessão deliberativa do Congresso no domingo e os parlamentares terão de ficar na capital.
Problema inexistente, dada a capacidade da aviação comercial de cobrir o trajeto entre São Paulo e Brasília em uma hora e vinte minutos. Mas, como em geral poderosos não se sentem compromissados nem com a lógica nem com a coerência - cumprindo reverência apenas ao poder -, isso não tem a menor importância.
Primordial é evitar barulho, denotar unidade e assegurar a confirmação da decisão previamente tomada, mesmo ao custo da identidade e da indiferença ao fato de que governos passam e partidos, em tese, ficam."
"Panos frios
O cronograma do ritual da expulsão dos rebeldes obedeceu a um critério: a expectativa do esquecimento. Poucos dias depois do desfecho, o Congresso entra em recesso, as festas tomam conta do país e as polêmicas tendem a esfriar."
Do Jornal do Brasil.
"As artes das manhas
A transferência da reunião do Diretório Nacional do PT de São Paulo para Brasília é um dos mais eloqüentes sinais da transformação por que passa o partido desde a assunção ao poder. A decisão burocratiza e esvazia um daqueles momentos cruciais que os petistas sempre souberam enfrentar com uma vivacidade política única entre os partidos e políticos brasileiros.
Agora, pelo fato de ser governo, temem o risco do protesto de suas próprias bases e, em vez de enfrentá-las com argumentos convincentes e consistentes, recorrem à lógica do politburo, tentando - muito provavelmente com sucesso - blindar o processo decisório contra contestações. Houve um tempo - não faz muito - que gente como José Dirceu, Aloizio Mercadante e José Genoino enfrentava até corredor polonês em reuniões do partido.
Aconteceu em 1998, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, quando um grupo de rebeldes do Rio de Janeiro resolveu protestar contra a intervenção no diretório regional que havia aprovado a candidatura ao governo de Vladimir Palmeira. A direção nacional impôs a aliança com Anthony Garotinho. O ato veio a se configurar depois um erro político do ponto de vista local - embora nacionalmente a direção tenha conseguido impingir uma derrota à esquerda -, mas nem a interferência nem a barulheira (e a falta de educação) dos dissidentes impediram a trajetória do PT rumo ao Palácio do Planalto.
Por isso mesmo, talvez seja um excesso o partido agora submeter-se ao vexame de fugir do enfrentamento dos protestos contra a expulsão dos rebeldes; fechar as portas, proteger-se do seu passado, renegar os próprios métodos. É simbólica a alteração: São Paulo é a origem, é onde residem as correntes mais organizadas, a base social mais mobilizada.
Brasília representa a opção pelo rumo futuro, pela dinâmica asséptica e profissional conveniente a cúpulas nada interessadas na interferência de não-iniciados nas artes das manhas do poder. Não faltou nem o recurso à justificativa sardônica, segundo a qual a reunião do diretório foi transferida porque haverá sessão deliberativa do Congresso no domingo e os parlamentares terão de ficar na capital.
Problema inexistente, dada a capacidade da aviação comercial de cobrir o trajeto entre São Paulo e Brasília em uma hora e vinte minutos. Mas, como em geral poderosos não se sentem compromissados nem com a lógica nem com a coerência - cumprindo reverência apenas ao poder -, isso não tem a menor importância.
Primordial é evitar barulho, denotar unidade e assegurar a confirmação da decisão previamente tomada, mesmo ao custo da identidade e da indiferença ao fato de que governos passam e partidos, em tese, ficam."
"Panos frios
O cronograma do ritual da expulsão dos rebeldes obedeceu a um critério: a expectativa do esquecimento. Poucos dias depois do desfecho, o Congresso entra em recesso, as festas tomam conta do país e as polêmicas tendem a esfriar."
Do Jornal do Brasil.
As contas não fecham? Que o povo pague.
"Sem conseguir fechar as contas de 2004, a comissão de parlamentares que analisa o projeto do Orçamento decidiu incluir no texto a elevação de dois tributos: a Cide, contribuição cobrada sobre a venda de combustíveis, e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros e bebidas.
Para aumentar as receitas previstas, o relatório do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) recorreu ao artifício de elevar a previsão de crescimento econômico em 2004 de 3,5% para 4%. As projeções da maioria dos analistas não autorizam a nova estimativa.
Refeitas as contas, resta um rombo que pode chegar a R$ 7,5 bilhões devido às concessões feitas pelo governo a Estados e municípios na tramitação da reforma tributária, sem contar outros R$ 2 bilhões a serem destinados à correção de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que deverão ser cobertos com uma nova estimativa para as receitas e despesas da Previdência."
Do Jornal do Brasil.
-------------------
Acredite se quiser.
"Sem conseguir fechar as contas de 2004, a comissão de parlamentares que analisa o projeto do Orçamento decidiu incluir no texto a elevação de dois tributos: a Cide, contribuição cobrada sobre a venda de combustíveis, e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros e bebidas.
Para aumentar as receitas previstas, o relatório do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) recorreu ao artifício de elevar a previsão de crescimento econômico em 2004 de 3,5% para 4%. As projeções da maioria dos analistas não autorizam a nova estimativa.
Refeitas as contas, resta um rombo que pode chegar a R$ 7,5 bilhões devido às concessões feitas pelo governo a Estados e municípios na tramitação da reforma tributária, sem contar outros R$ 2 bilhões a serem destinados à correção de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que deverão ser cobertos com uma nova estimativa para as receitas e despesas da Previdência."
Do Jornal do Brasil.
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Acredite se quiser.
É caso de polícia ou de "reintegração de posse"?
"O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entrou hoje na Justiça Federal com um pedido de reintegração de posse do prédio da superintendência do órgão em Belo Horizonte, invadida ontem por 400 integrantes do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL).
De acordo com o superintendente do Incra em Minas Gerais, Marcos Helênio, a ocupação foi "agressiva". Ele conta que houve ameaças à integridade física dos funcionários. Em julho, o mesmo movimento, cuja área de atuação é o Triângulo Mineiro, ocupou por 16 dias a sede do órgão."
Do Portal Terra.
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A lei, coisa mais em desuso neste país...
Acredite se quiser.
"O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entrou hoje na Justiça Federal com um pedido de reintegração de posse do prédio da superintendência do órgão em Belo Horizonte, invadida ontem por 400 integrantes do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL).
De acordo com o superintendente do Incra em Minas Gerais, Marcos Helênio, a ocupação foi "agressiva". Ele conta que houve ameaças à integridade física dos funcionários. Em julho, o mesmo movimento, cuja área de atuação é o Triângulo Mineiro, ocupou por 16 dias a sede do órgão."
Do Portal Terra.
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A lei, coisa mais em desuso neste país...
Acredite se quiser.
Dia nacional do palhaço
"Num dia tumultuado e carregado de votações no Congresso Nacional, um momento de descontração: a apresentação do palhaço Plim Plim, no hall do anexo II da Câmara dos Deputados. Carregando a boneca "Cocota", Plim Plim brincou com as pessoas, mas aproveitou para fazer reivindicações.- Gostaria que os deputados aprovassem um projeto de lei instituindo o dia 10 de dezembro como o dia nacional do palhaço - disse o artista, convidado pela Comissão de Educação da Câmara em homenagem ao dia do humor."
Do O Globo.
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Que tal mudar a data para o dia 30 de abril, data limite para a entrega das declarações de imposto de renda E do pagamento da primeira parcela do saldo a pagar?
Acredite se quiser.
"Num dia tumultuado e carregado de votações no Congresso Nacional, um momento de descontração: a apresentação do palhaço Plim Plim, no hall do anexo II da Câmara dos Deputados. Carregando a boneca "Cocota", Plim Plim brincou com as pessoas, mas aproveitou para fazer reivindicações.- Gostaria que os deputados aprovassem um projeto de lei instituindo o dia 10 de dezembro como o dia nacional do palhaço - disse o artista, convidado pela Comissão de Educação da Câmara em homenagem ao dia do humor."
Do O Globo.
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Que tal mudar a data para o dia 30 de abril, data limite para a entrega das declarações de imposto de renda E do pagamento da primeira parcela do saldo a pagar?
Acredite se quiser.
Apagando incêndios em múmias
"Desde ontem, o ministro da Casa Civil, José Dirceu, tem ligado para vários líderes da oposição para tentar neutralizar o efeito negativo das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que as reformas que sairão do Congresso não são exatamente as que o governo queria, mas sim as que a cabeça política brasileira permitiu. Vários líderes da oposição reagiram duramente às declarações de Lula, feitas durante sua viagem ao Oriente Médio, e é possível que a Presidência da República solte uma nota oficial esclarecendo as declarações.
Dirceu ligou nesta segunda-feira para os líderes do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM),e do PFL, José Agripinio (RN), e para os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Edson Lobão (PFL-MA) e Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO). Afirmando que a oposição tem colaborado com o governo, Arthur Virgílio disse esperar que o presidente faça mesmo uma retratação. Numa reunião entre pefelistas e tucanos nesta terça-feira, Siqueira Campos e o senador João Ribeiro (PFL-TO) apresentaram o teor do discurso de Dirceu no programa do PT em que o ministro diz que a votação das reformas só tem sido possível por causa do apoio da oposição."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
"Desde ontem, o ministro da Casa Civil, José Dirceu, tem ligado para vários líderes da oposição para tentar neutralizar o efeito negativo das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que as reformas que sairão do Congresso não são exatamente as que o governo queria, mas sim as que a cabeça política brasileira permitiu. Vários líderes da oposição reagiram duramente às declarações de Lula, feitas durante sua viagem ao Oriente Médio, e é possível que a Presidência da República solte uma nota oficial esclarecendo as declarações.
Dirceu ligou nesta segunda-feira para os líderes do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM),e do PFL, José Agripinio (RN), e para os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Edson Lobão (PFL-MA) e Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO). Afirmando que a oposição tem colaborado com o governo, Arthur Virgílio disse esperar que o presidente faça mesmo uma retratação. Numa reunião entre pefelistas e tucanos nesta terça-feira, Siqueira Campos e o senador João Ribeiro (PFL-TO) apresentaram o teor do discurso de Dirceu no programa do PT em que o ministro diz que a votação das reformas só tem sido possível por causa do apoio da oposição."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
Prioridade nacional ou o Estado e sua interferência no dia-a-dia do cidadão?
"Um debate inusitado animou a Comissão de Educação do Senado nesta terça-feira: a importância de ser obrigatória ou não a aplicação em calcinhas e cuecas de etiquetas alertando o usuário para a necessidade de se submeter sistematicamente a exames preventivos de câncer de próstata e de útero.
- Ninguém agüenta mais etiquetas em calcinhas. Elas irritam. Além do mais, em algumas peças não há espaço para mais etiquetas - argumentou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), ao anunciar que pediria vistas ao projeto de autoria do deputado Barbosa Neto (PSB-GO), já aprovado pela Câmara."
"Diante do debate, o senador Demóstenes Torres (PFL-GO) também apresentou pedido de vistas, que foi concedido pelo presidente da Comissão, Osmar Dias, em conjunto aos dois senadores. Ideli, então, questionou o colega.
- Como vamos dividir este trabalho? Você prefere ficar com o caso das cuecas ou o das calcinhas? - brincou.
Enquanto o assunto não era decidido, o senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) também tirou uma brincadeira.
- Se for feita essa exigência, logo, logo vai surgir o movimento dos contra cueca e contra calcinhas...
O sempre circunspecto senador Marco Maciel (PFL-PE), que é suplente da Comissão de Educação, preferiu se eximir do debate.
- Eu não estava na sessão. Por favor, não me inclua neste debate - pediu.
A senadora Ideli Salvatti já preparou sua resposta à idéia: vai propor que a etiqueta seja colocada na embalagem das peças.
- Até porque muita gente diz que corta todas as etiquetas de peças íntimas.
O projeto volta à pauta da Comissão na semana que vem."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
"Um debate inusitado animou a Comissão de Educação do Senado nesta terça-feira: a importância de ser obrigatória ou não a aplicação em calcinhas e cuecas de etiquetas alertando o usuário para a necessidade de se submeter sistematicamente a exames preventivos de câncer de próstata e de útero.
- Ninguém agüenta mais etiquetas em calcinhas. Elas irritam. Além do mais, em algumas peças não há espaço para mais etiquetas - argumentou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), ao anunciar que pediria vistas ao projeto de autoria do deputado Barbosa Neto (PSB-GO), já aprovado pela Câmara."
"Diante do debate, o senador Demóstenes Torres (PFL-GO) também apresentou pedido de vistas, que foi concedido pelo presidente da Comissão, Osmar Dias, em conjunto aos dois senadores. Ideli, então, questionou o colega.
- Como vamos dividir este trabalho? Você prefere ficar com o caso das cuecas ou o das calcinhas? - brincou.
Enquanto o assunto não era decidido, o senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) também tirou uma brincadeira.
- Se for feita essa exigência, logo, logo vai surgir o movimento dos contra cueca e contra calcinhas...
O sempre circunspecto senador Marco Maciel (PFL-PE), que é suplente da Comissão de Educação, preferiu se eximir do debate.
- Eu não estava na sessão. Por favor, não me inclua neste debate - pediu.
A senadora Ideli Salvatti já preparou sua resposta à idéia: vai propor que a etiqueta seja colocada na embalagem das peças.
- Até porque muita gente diz que corta todas as etiquetas de peças íntimas.
O projeto volta à pauta da Comissão na semana que vem."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
Como conquistar a simpatia do mercado brasileiro de música?
"O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está há mais de seis meses trancafiado no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, em São Paulo, mas sua fama ainda corre o mundo. Pelo menos para os produtores colombianos que lançaram o estilo musical "Corridos Prohibidos", que decidiram retratar o bandido brasileiro em versos num CD que será gravado todo em português em 2004, segundo o site da BBC.
- Sabemos que a nossa música já está fazendo sucesso em algumas cidades da fronteira. A meta agora é conquistar todos os brasileiros - disse o produtor Alirio Castillo (...)."
"Beira-Mar ficou conhecido na Colômbia depois de ser capturado numa cidade próxima à fronteira com a Venezuela, em abril de 2001. Conforme Castillo, ele foi escolhido como um dos temas do próximo disco porque, apesar de preso, continua movimentando seus negócios, a exemplo do que fazem os traficantes colombianos."
"- Nas grandes cidades, as emissoras não tocam por medo - assegura Castillo, ex-executivo de gravadoras multinacionais, que decidiu lançar os 'narcocorridos' em 1996.
- Alegam que os 'Corridos Prohibidos' fazem apologia ao delito e divulgá-los seria incitar a violência."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
"O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, está há mais de seis meses trancafiado no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, em São Paulo, mas sua fama ainda corre o mundo. Pelo menos para os produtores colombianos que lançaram o estilo musical "Corridos Prohibidos", que decidiram retratar o bandido brasileiro em versos num CD que será gravado todo em português em 2004, segundo o site da BBC.
- Sabemos que a nossa música já está fazendo sucesso em algumas cidades da fronteira. A meta agora é conquistar todos os brasileiros - disse o produtor Alirio Castillo (...)."
"Beira-Mar ficou conhecido na Colômbia depois de ser capturado numa cidade próxima à fronteira com a Venezuela, em abril de 2001. Conforme Castillo, ele foi escolhido como um dos temas do próximo disco porque, apesar de preso, continua movimentando seus negócios, a exemplo do que fazem os traficantes colombianos."
"- Nas grandes cidades, as emissoras não tocam por medo - assegura Castillo, ex-executivo de gravadoras multinacionais, que decidiu lançar os 'narcocorridos' em 1996.
- Alegam que os 'Corridos Prohibidos' fazem apologia ao delito e divulgá-los seria incitar a violência."
Do O Globo.
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Acredite se quiser.
Alea jacta est
"O Senado aprovou ontem o Estatuto do Desarmamento que, entre outras medidas, proíbe o cidadão comum de portar armas de fogo."
Do Em Tempo Real.
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Acredite se quiser.
"O Senado aprovou ontem o Estatuto do Desarmamento que, entre outras medidas, proíbe o cidadão comum de portar armas de fogo."
Do Em Tempo Real.
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Acredite se quiser.
CNBB rebate críticas do governo sobre aids
"A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebateu ontem as críticas feitas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. O Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde afirmou em nota que "a Igreja está errada ao insistir que o preservativo não protege e pode estar cometendo mais um crime contra a Humanidade".
A CNBB divulgou uma declaração na qual reconhece a aids como um grave problema de saúde pública, mas "julga ser honesto avisar que os preservativos não são 100% seguros". A declaração diz também que a Igreja "não aceita a demonização preconceituosa de suas convicções e a imposição, à sociedade, de um pensamento oficial e único sobre a matéria em questão"."
Do Portal Terra.
A íntegra do documento está no link acima.
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Acredite se quiser.
"A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rebateu ontem as críticas feitas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. O Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde afirmou em nota que "a Igreja está errada ao insistir que o preservativo não protege e pode estar cometendo mais um crime contra a Humanidade".
A CNBB divulgou uma declaração na qual reconhece a aids como um grave problema de saúde pública, mas "julga ser honesto avisar que os preservativos não são 100% seguros". A declaração diz também que a Igreja "não aceita a demonização preconceituosa de suas convicções e a imposição, à sociedade, de um pensamento oficial e único sobre a matéria em questão"."
Do Portal Terra.
A íntegra do documento está no link acima.
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